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Adiposidade e risco de câncer de mama em 280.000 mulheres chinesas: estudo de coorte prospectivo

Adiposity and risk of breast cancer in 280 000 Chinese women: a prospective cohort study.

Publicado em

B

Grau de evidência · Padrão GRADE

Evidência moderada, boa, com ressalvas

Confiança moderada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.

Tipo de estudo
Estudo de coorte prospectivo (China Kadoorie Biobank)
Amostra
284.538 mulheres, com 2.379 casos incidentes de câncer de mama durante 10 anos de seguimento.
Certeza do resultado
Moderadaprovável, mas pode mudar
Aplicável na prática?
Vale, com critério
Risco de superinterpretação
Moderado · 3 de 5

Bottom line

Nesta coorte de mulheres chinesas, maiores níveis de adiposidade geral e central associaram-se a maior risco de câncer de mama em mulheres pré e pós-menopausa no baseline, com associação restrita a tumores ER+ na pós-menopausa.

O que o estudo mostrou

IMC mais alto associou-se a maior risco de câncer de mama em mulheres pós-menopausa (HR = 1,35; IC95% 1,24-1,47) e pré-menopausa no baseline (HR = 1,13; IC95% 1,03-1,24), mas não ao censurar aos 50 anos para captar cânceres predominantemente pré-menopausa. Entre pós-menopausa, o IMC associou-se a câncer com receptor de estrogênio positivo (ER+) (HR = 1,47; IC95% 1,24-1,74), mas não a ER negativo (HR = 1,02; IC95% 0,75-1,37). Circunferência da cintura e percentual de gordura também associaram-se a maior risco.

Método

Regressão de Cox para estimar hazard ratios (HRs) ajustados para câncer de mama e seus subtipos, segundo índice de massa corporal (IMC) medido e outras medidas de adiposidade (circunferência da cintura, percentual de gordura, relação cintura-quadril, massa gorda) e IMC autorreferido aos 25 anos. IMC médio de 23,8 (DP 3,5) kg/m2 no baseline e 21,9 (DP 2,7) kg/m2 aos 25 anos.

Aplicação clínica

Reforça a relevância do controle de peso e da adiposidade central como fator potencialmente modificável associado ao risco de câncer de mama em mulheres asiáticas, informando estratégias de aconselhamento e prevenção populacional. A associação com tumores ER+ na pós-menopausa é consistente com mecanismos hormonais conhecidos.

Limitações

Desenho observacional que não estabelece causalidade; IMC aos 25 anos foi autorreferido, sujeito a viés de memória; a análise censurada aos 50 anos, usada para captar cânceres pré-menopausa, teve poder limitado; número reduzido de casos ER negativos limita a precisão; resultados podem não ser generalizáveis para populações não chinesas.

O que não afirmar

Não afirmar que a redução de peso previne câncer de mama, pois o estudo é observacional e não testou intervenção. Não afirmar relação causal direta entre adiposidade e câncer. Não extrapolar os achados para mulheres de outras etnias ou para tumores ER negativos, onde não houve associação significativa. Não afirmar efeito sobre mortalidade ou desfechos de tratamento, não avaliados no estudo.

Fonte

International journal of epidemiology · 18 de ago. de 2026

DOI: 10.1093/ije/dyag155

Publicado no periódico: 18 de ago. de 2026 · Publicado na Science Play: 22 de ago. de 2026

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