Antibioticoterapia para supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO): revisão sistemática de eficácia comparativa, discordância clínico-laboratorial e lacunas na evidência pediátrica
Antibiotic therapy for small intestinal bacterial overgrowth: a systematic review of comparative efficacy, clinical-test discordance, and pediatric evidence gaps.
Publicado em
Grau de evidência · Padrão GRADE
Evidência baixa, limitada, use cautela
Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.
- Tipo de estudo
- Revisão sistemática com síntese narrativa
- Amostra
- 39 estudos incluídos (ensaios randomizados, intervencionais não randomizados e observacionais); busca em PubMed/MEDLINE, Scopus e Web of Science Core Collection, publicados entre janeiro de 2000 e abril de 2026, em inglês
- Certeza do resultado
- Baixause cautela
- Aplicável na prática?
- Com ressalvas
- Risco de superinterpretação
- Alto · 4 de 5
Bottom line
Em adultos, a rifaximina parece oferecer o melhor equilíbrio geral entre melhora sintomática e tolerabilidade, enquanto o metronidazol pode alcançar maior normalização do teste respiratório em pacientes selecionados. A rifaximina mais neomicina teve o sinal mais forte no fenótipo metano-positivo/IMO. A evidência é insuficiente para definir esquema pediátrico preferencial.
O que o estudo mostrou
A rifaximina foi o antibiótico mais estudado, com desfechos variáveis. Na única comparação direta de três antibióticos, o metronidazol alcançou a maior normalização do teste respiratório, enquanto a rifaximina proporcionou maior melhora de dor abdominal e distensão, com menos eventos adversos. A associação rifaximina mais neomicina mostrou o sinal comparativo mais forte nos fenótipos metano-positivo/IMO. Desfechos clínicos e laboratoriais foram frequentemente discordantes. A evidência pediátrica permaneceu escassa e inconsistente. Nenhum antibiótico foi universalmente superior.
Método
Revisão sistemática avaliando desfechos clínicos e baseados em teste respiratório, resposta por fenótipo, recorrência e evidência pediátrica. Devido à heterogeneidade substancial, os achados foram sintetizados narrativamente, sem metanálise.
Aplicação clínica
Em adultos com SIBO, a rifaximina pode ser considerada pelo perfil de melhora sintomática e tolerabilidade; o metronidazol pode ser opção quando a normalização do teste respiratório é prioridade em casos selecionados. Para o fenótipo metano-positivo/IMO, a combinação rifaximina mais neomicina apresenta o sinal comparativo mais consistente. O sucesso terapêutico deve integrar sintomas, resposta objetiva, tolerabilidade, recorrência e fenótipo do paciente.
Limitações
Heterogeneidade substancial impediu metanálise; síntese apenas narrativa. Inclusão de estudos não randomizados e observacionais. Apenas uma comparação direta de três antibióticos. Discordância frequente entre desfechos clínicos e baseados em teste. Restrição a publicações em inglês. Evidência pediátrica escassa e inconsistente.
O que não afirmar
Não afirmar que algum antibiótico é universalmente superior para SIBO. Não afirmar superioridade definitiva da rifaximina sobre o metronidazol para normalização do teste respiratório. Não extrapolar esquemas de adultos para população pediátrica, pois a evidência é insuficiente para recomendar regime preferencial em crianças. Não concluir equivalência entre melhora sintomática e normalização laboratorial.
Fonte
Frontiers in pharmacology · 2026
DOI: 10.3389/fphar.2026.1908516Publicado no periódico: 2026 · Publicado na Science Play: 07 de out. de 2026
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