CBaixaEstudoFonte rastreável Fisioterapia

Comparação de métodos para medir adesão a dispositivos vestíveis no monitoramento de atividade física em pessoas com autismo

Comparing methods to measure wearable device adherence for physical activity monitoring for persons with autism: A prospective observational cohort study.

Publicado em

C

Grau de evidência · Padrão GRADE

Evidência baixa, limitada, use cautela

Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.

Tipo de estudo
Estudo de coorte observacional prospectivo
Amostra
27 sujeitos (21 homens, 6 mulheres), idade média de 18,85 anos, inscritos em programa de telessaúde de 8 semanas
Certeza do resultado
Baixause cautela
Aplicável na prática?
Com ressalvas
Risco de superinterpretação
Alto · 4 de 5

Bottom line

Métricas baseadas em passos oferecem uma abordagem mais inclusiva e pragmática para avaliar a adesão a dispositivos vestíveis em pessoas com TEA, enquanto medidas baseadas em frequência cardíaca podem subestimar o uso real do dispositivo.

O que o estudo mostrou

A adesão foi significativamente maior pelo Método B (média de 40 dias, 5,4 semanas) comparada ao Método A (média de 24 dias, 2,8 semanas; p < 0,001). Dados observacionais identificaram comportamentos relacionados à deficiência que impactaram negativamente a adesão calculada pelo Método A.

Método

Comparação de dois métodos de cálculo de adesão ao dispositivo Fitbit Inspire 3 durante 8 semanas, com dados coletados pela plataforma FITABASE. Método A: tempo de uso diário maior ou igual a 10 horas baseado em monitoramento de frequência cardíaca. Método B: maior ou igual a 500 passos por dia. Notas de campo dos pesquisadores documentaram fatores e comportamentos relatados que influenciaram a adesão.

Aplicação clínica

Ao planejar intervenções de atividade física com dispositivos vestíveis para populações neurodiversas, considerar definições de adesão baseadas em passos em vez de exigir uso contínuo baseado em frequência cardíaca, evitando expectativas irrealistas de uso prolongado e adaptando as métricas aos perfis comportamentais e sensoriais desses indivíduos.

Limitações

Amostra pequena (n=27) e predominantemente masculina, ausência de grupo controle, desenho observacional, sem randomização, uso de um único modelo de dispositivo (Fitbit Inspire 3), e coleta parcial de dados baseada em notas de campo e relatos dos participantes. Os autores indicam necessidade de estudos adicionais.

O que não afirmar

Não afirmar que métricas baseadas em passos sejam superiores para melhorar desfechos clínicos ou de saúde; o estudo comparou apenas métodos de mensuração de adesão, não eficácia da intervenção. Não afirmar que os resultados se apliquem a todos os dispositivos vestíveis, a outras faixas etárias ou a populações neurotípicas. Não afirmar relação de causa e efeito nem generalizar para mulheres devido à sub-representação na amostra.

Fonte

Physiotherapy theory and practice · 01 de ago. de 2026

DOI: 10.1080/09593985.2026.2618078

Publicado no periódico: 01 de ago. de 2026 · Publicado na Science Play: 04 de ago. de 2026

WhatsApp

Science Play · Camada de ação

Agora transforme essa evidência em ação

Aplique, ensine ou comunique este estudo, com responsabilidade científica.

Evidence-to-Action

O que fazer com essa evidência?

Escolha sua profissão e contexto e receba a aplicação prática, sem exagero, respeitando as ressalvas do estudo.

Content Studio

Transforme esta evidência em conteúdo

Ciência aplicada, sem hype. Cada peça respeita o grau de evidência da análise.