Consumo de ameixa seca e saúde óssea em homens idosos: ensaio clínico randomizado de um ano
Prune Consumption and Bone Health in Older Men: A One-Year Randomized Controlled Trial.
Publicado em
Grau de evidência · Padrão GRADE
Evidência baixa, limitada, use cautela
Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.
- Tipo de estudo
- Ensaio clínico randomizado controlado, de um ano, com três grupos paralelos
- Amostra
- 59 homens randomizados em três grupos: 100 g de ameixa seca/dia, 50 g de ameixa seca/dia ou 0 g (controle, apenas multivitamínico). Todos os grupos receberam 450 mg de cálcio elementar e 800 UI de vitamina D3 via multivitamínico
- Certeza do resultado
- Baixause cautela
- Aplicável na prática?
- Com ressalvas
- Risco de superinterpretação
- Alto · 4 de 5
Bottom line
A suplementação com ameixa seca, em qualquer dose, não aumentou nem ajudou a manter a DMO total ou lombar além do já obtido com cálcio e vitamina D3 em homens idosos suscetíveis a osteopenia ou com osteopenia. As diferenças em biomarcadores devem ser consideradas exploratórias
O que o estudo mostrou
Não houve alterações significativas na DMO total ou de coluna lombar em nenhum grupo ao longo de um ano. CRP não mudou significativamente. OPG diminuiu em todos os grupos, com queda significativamente maior no controle em comparação a ambos os grupos de ameixa. SOST aumentou significativamente ao longo do tempo em todos os grupos. TRAP5b aumentou em todos os grupos, com aumento significativamente maior no controle comparado ao grupo de 100 g. As diferenças entre grupos em biomarcadores secundários não corresponderam a alterações detectáveis na DMO
Método
Randomização em três braços com suplementação diária de ameixa seca (100 g, 50 g ou 0 g) por 12 meses. Densitometria óssea (DXA Lunar, GE Healthcare) e amostras de sangue coletadas no basal, 3, 6 e 12 meses, avaliando densidade mineral óssea (DMO) total e de coluna lombar, além de biomarcadores (CRP, OPG, esclerostina/SOST, TRAP5b)
Aplicação clínica
Em homens idosos com ou em risco de osteopenia, não há evidência neste estudo que sustente a recomendação de ameixa seca como estratégia para aumentar ou preservar a densidade óssea além do efeito do cálcio e da vitamina D3. A base do manejo permanece a suplementação adequada de cálcio e vitamina D e as intervenções ósseas já estabelecidas
Limitações
Amostra pequena (59 homens), ausência de análise por sexo feminino, duração de apenas 12 meses possivelmente insuficiente para detectar mudanças de DMO, desfecho primário negativo e achados de biomarcadores de natureza exploratória. Não informado no estudo o detalhamento sobre adesão, cegamento e perdas de seguimento
O que não afirmar
Não afirmar que a ameixa seca aumenta ou preserva a densidade mineral óssea em homens idosos. Não afirmar benefício clínico ósseo a partir das diferenças em OPG ou TRAP5b, pois foram exploratórias e não corresponderam a mudanças na DMO. Não extrapolar os resultados para mulheres, para outras faixas etárias ou para prevenção de fraturas
Fonte
Nutrients · 09 de jun. de 2026
DOI: 10.3390/nu18121854Publicado no periódico: 09 de jun. de 2026 · Publicado na Science Play: 29 de jul. de 2026
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