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Corrida em trilha feminina: revisão sistemática de escopo

Female trail running: a systematic scoping review.

Publicado em

C

Grau de evidência · Padrão GRADE

Evidência baixa, limitada, use cautela

Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.

Tipo de estudo
Revisão sistemática de escopo (scoping review)
Amostra
22 estudos incluídos, com amostra combinada de aproximadamente 2.476 participantes
Certeza do resultado
Baixause cautela
Aplicável na prática?
Com ressalvas
Risco de superinterpretação
Alto · 4 de 5

Bottom line

A pesquisa sobre corredoras de trilha está crescendo, mas sua aplicação prática e a capacidade de tirar conclusões robustas são limitadas por inconsistências generalizadas no relato de dados e pela falta de profundidade em dados fisiológicos específicos das mulheres.

O que o estudo mostrou

Dos 22 estudos, 10 focaram fisiologia e biomarcadores, 6 nutrição e composição corporal, 4 lesões e 3 desempenho. Os achados indicaram estresse fisiológico induzido pelo exercício significativo e ligações entre nutrição, composição corporal e desempenho. Uma limitação recorrente foi a inconsistência no relato de características das participantes, especialmente fatores femininos como status do ciclo menstrual e uso de contraceptivos hormonais, raramente detalhados. Houve heterogeneidade metodológica e relato deficiente das condições de prova e ambientais. 21 dos 22 estudos apresentaram boa qualidade metodológica.

Método

Busca sistemática em quatro bases (EBSCO, PubMed, Scopus, Web of Science) até dezembro de 2024. Foram elegíveis artigos originais revisados por pares com dados específicos por sexo sobre corredoras de trilha. Qualidade metodológica avaliada pela checklist STROBE.

Aplicação clínica

Reforça a necessidade de considerar fatores femininos específicos (ciclo menstrual, contraceptivos hormonais, disponibilidade energética) na avaliação e no acompanhamento de corredoras de trilha. Profissionais devem documentar essas variáveis na prática e reconhecer que recomendações de treino, nutrição e prevenção de lesões extrapoladas de estudos com homens podem não se aplicar diretamente às mulheres.

Limitações

Revisão de escopo sem meta-análise nem avaliação quantitativa combinada de efeitos. Alta heterogeneidade entre os 22 estudos, relato inconsistente de características das participantes, dados esparsos sobre ciclo menstrual e contraceptivos hormonais, e relato deficiente das características das provas e condições ambientais. Amostra combinada aproximada. Predomínio de desenhos observacionais e ausência de estudos longitudinais robustos.

O que não afirmar

Não afirmar que existem protocolos comprovados de treino, nutrição ou prevenção de lesões específicos para corredoras de trilha. Não afirmar relação causal entre ciclo menstrual, uso de contraceptivos ou disponibilidade energética e desfechos de desempenho ou lesão. Não generalizar os achados para outras modalidades esportivas ou para populações não atletas.

Fonte

Frontiers in sports and active living · 2025

DOI: 10.3389/fspor.2025.1694925

Publicado no periódico: 2025 · Publicado na Science Play: 19 de jul. de 2026

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