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Deficiência de vitamina D na gravidez: implicações obstétricas e manejo clínico

Vitamin D deficiency in pregnant women: obstetric implications and clinical management.

Publicado em

C

Grau de evidência · Padrão GRADE

Evidência baixa, limitada, use cautela

Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.

Tipo de estudo
Revisão sistemática da literatura
Amostra
Não informado no estudo o número total de participantes agregado; incluiu ensaios clínicos randomizados, metanálises e estudos de coorte prospectivos publicados entre 2020 e 2025
Certeza do resultado
Baixause cautela
Aplicável na prática?
Com ressalvas
Risco de superinterpretação
Alto · 4 de 5

Bottom line

A avaliação do status de vitamina D e a suplementação individualizada podem ser integradas ao pré-natal de rotina, com atenção especial a gestantes de alto risco, segundo esta revisão. As medidas de associação relatadas devem ser interpretadas com cautela quanto ao sentido do efeito.

O que o estudo mostrou

A deficiência de vitamina D (< 50 nmol/L) associou-se a maior risco de pré-eclâmpsia (OR 0,65), diabetes mellitus gestacional (OR 1,61), parto prematuro (RR 0,67) e recém-nascidos pequenos para a idade gestacional (RR 0,61). A suplementação com 2000 a 4000 UI/dia mostrou-se segura e eficaz para alcançar concentrações consideradas adequadas. A prevalência relatada de deficiência varia entre 40% e 98% das populações gestantes no mundo.

Método

Revisão sistemática das bases PubMed, Scopus e Cochrane, com inclusão de ensaios clínicos randomizados, metanálises e estudos de coorte prospectivos que examinaram o status de vitamina D e desfechos gestacionais. A deficiência foi definida como concentração sérica inferior a 50 nmol/L.

Aplicação clínica

O rastreio do status de vitamina D e a suplementação individualizada podem ser considerados no pré-natal, particularmente em gestantes de alto risco. As doses relatadas como seguras e eficazes na revisão situam-se entre 2000 e 4000 UI/dia. Protocolos institucionais e diretrizes locais devem orientar a decisão.

Limitações

Revisão sistemática de estudos heterogêneos, com ampla variação de prevalência entre populações. As associações relatadas são majoritariamente observacionais e não comprovam causalidade. O texto não informa número de estudos incluídos, tamanho amostral agregado, avaliação formal de risco de viés nem intervalos de confiança das medidas de efeito. Alguns valores de OR e RR abaixo de 1,0 associados a maior risco sugerem necessidade de conferir a direção da comparação nos estudos originais.

O que não afirmar

Não afirmar que a suplementação de vitamina D previne pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, parto prematuro ou baixo peso ao nascer, pois os dados são de associação e não estabelecem causalidade. Não afirmar dose ideal universal nem alvo sérico definitivo. Não extrapolar recomendações para populações não gestantes ou para desfechos não avaliados.

Fonte

Ginekologia polska · 2026

DOI: 10.5603/gpl.110273

Publicado no periódico: 2026 · Publicado na Science Play: 20 de jul. de 2026

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