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Densidade mineral óssea e remodelação óssea com recuperação menstrual avançada: o estudo REFUEL

Bone mineral density and bone turnover changes with advanced menstrual recovery: The REFUEL study.

Publicado em

C

Grau de evidência · Padrão GRADE

Evidência baixa, limitada, use cautela

Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.

Tipo de estudo
Análise secundária de ensaio clínico randomizado (RCT) de 12 meses
Amostra
25 participantes do grupo intervenção: recuperadas (REC, n=14) e não recuperadas (non-REC, n=11)
Certeza do resultado
Baixause cautela
Aplicável na prática?
Com ressalvas
Risco de superinterpretação
Alto · 4 de 5

Bottom line

Em mulheres ativas com oligo-amenorreia, uma intervenção nutricional que aumenta a ingestão energética associou-se a melhora na DMO da coluna lombar e em marcadores de remodelação óssea quando foram alcançados ao menos 2 ciclos menstruais consecutivos de menos de 36 dias.

O que o estudo mostrou

Houve efeitos significativos de grupo*tempo para DMO da coluna lombar (F(1,20.1)=4,65; p=0,043), balanço ósseo calculado a partir de P1NP e CTx (F(1,23)=5,60; p=0,027), E1G AUC (F(1,20.7)=9,86; p=0,005) e E1G médio (F(1,20.6)=11,84; p=0,002), indicando melhora no grupo REC comparado ao non-REC. Efeitos de grupo significativos mostraram IGF-1 mais alto em REC do que em non-REC (F(1,22.9)=8,43; p=0,009).

Método

A partir do RCT REFUEL, que aumentou a ingestão energética para melhorar função menstrual e saúde óssea, as participantes do grupo intervenção foram classificadas como recuperadas (REC) se apresentaram 2 ou mais ciclos menstruais consecutivos de menos de 36 dias, ou não recuperadas (non-REC) caso contrário. DXA avaliou composição corporal e DMO no baseline e no último ponto de medida (mês 6, 9 ou 12). Estrona-1-glucuronídeo urinário (E1G) e pregnanediol glucuronídeo foram medidos diariamente. IGF-1 sérico, CTx, P1NP e osteocalcina foram avaliados no baseline e no último ponto (mês 3, 6, 9 ou 12). O balanço ósseo (BB) foi calculado a partir das razões de P1NP, CTx e osteocalcina em relação a uma população de referência saudável. Modelos lineares mistos avaliaram mudanças ao longo do tempo.

Aplicação clínica

Reforça, para o acompanhamento de atletas e mulheres ativas com disfunção menstrual associada à baixa disponibilidade energética, a relevância de restaurar a ingestão energética e a função menstrual como estratégia potencialmente favorável à saúde óssea. A recuperação de ciclos menstruais regulares pode servir como marcador clínico associado à melhora óssea.

Limitações

Amostra pequena (n=25); análise de subgrupos definidos por resposta pós-randomização, o que não preserva a randomização; ponto final de avaliação heterogêneo (mês 3 a 12) entre participantes; população específica (mulheres jovens ativas com oligo-amenorreia), limitando generalização; não informado no estudo o poder estatístico para os desfechos ósseos.

O que não afirmar

Não afirmar que a intervenção nutricional reverte osteoporose ou reduz risco de fraturas; não afirmar relação causal direta entre recuperação menstrual e ganho ósseo dada a análise por subgrupos pós-hoc; não extrapolar para homens, mulheres não atletas ou populações com outras causas de amenorreia; não afirmar magnitude clínica de ganho de DMO além do reportado.

Fonte

Bone · 01 de mai. de 2026

DOI: 10.1016/j.bone.2026.117834

Publicado no periódico: 01 de mai. de 2026 · Publicado na Science Play: 27 de jul. de 2026

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