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Orientação EASL-EASD-EASO sobre o uso de resmetirom e semaglutida como terapia direcionada à MASH

EASL-EASD-EASO guidance on the use of resmetirom and semaglutide as MASH-targeted therapy.

Publicado em

B

Grau de evidência · Padrão GRADE

Evidência moderada, boa, com ressalvas

Confiança moderada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.

Tipo de estudo
Documento de orientação clínica (guidance) conjunto de sociedades científicas
Amostra
Não aplicável: trata-se de documento de orientação baseado em síntese de evidências, não informado número de participantes no estudo
Certeza do resultado
Moderadaprovável, mas pode mudar
Aplicável na prática?
Vale, com critério
Risco de superinterpretação
Moderado · 3 de 5

Bottom line

Em adultos com MASH não cirrótica e fibrose estágios 2-3, resmetirom e semaglutida são opções farmacológicas direcionadas, selecionadas conforme o perfil cardio-renal-metabólico, sempre junto a mudanças no estilo de vida e manejo das comorbidades.

O que o estudo mostrou

A farmacoterapia é recomendada para adultos com MASH não cirrótica e fibrose estágios 2-3 (por testes não invasivos ou biópsia), associada a intervenção estruturada no estilo de vida e otimização das comorbidades. A seleção deve ser individualizada pelo perfil cardio-renal-metabólico: semaglutida pode ser preferida em adultos com obesidade, diabetes tipo 2, doença cardiovascular estabelecida ou alto risco cardiovascular, pelos benefícios cardiometabólicos; resmetirom pode ser priorizado em pessoas sem obesidade ou já em uso ou intolerantes a agonistas de GLP-1. Na MASH com cirrose, ambos parecem seguros, porém não devem ser usados como terapia direcionada à MASH até dados adicionais estabelecerem benefício hepático

Método

Orientação conjunta das sociedades EASL, EASD e EASO que consolida recomendações para seleção de candidatos, início, monitorização e descontinuação de resmetirom (80 mg/100 mg via oral) e semaglutida (2,4 mg subcutânea semanal) na MASH, após aprovação regulatória. Emprega testes não invasivos de fibrose (VCTE, MRE, escore ELF) como alternativa à biópsia para identificar pacientes de alto risco de desfechos hepáticos adversos maiores (MALO)

Aplicação clínica

Útil para estratificar candidatos à farmacoterapia na MASH usando testes não invasivos de fibrose (por exemplo VCTE 10-20 kPa, MRE 3,1-5,0 kPa ou ELF 9,8-11,3), individualizar a escolha entre resmetirom e semaglutida pelo perfil do paciente e estruturar a monitorização de segurança e eficácia, incluindo avaliação nutricional e de sarcopenia durante semaglutida e seguimento longitudinal por testes de fibrose

Limitações

Trata-se de orientação, não de estudo primário; benefícios de longo prazo sobre desfechos hepáticos maiores (cirrose, câncer, transplante) ainda estão sob investigação; não há recomendação de uso direcionado na MASH cirrótica por falta de dados; critérios de resposta por testes não invasivos permanecem em refinamento

O que não afirmar

Não afirmar que resmetirom ou semaglutida reduzem comprovadamente mortalidade hepática, progressão para cirrose, câncer de fígado ou necessidade de transplante; não afirmar benefício direcionado à MASH em pacientes com cirrose; não extrapolar as recomendações para fibrose estágios 0-1 nem substituir a intervenção no estilo de vida e o manejo das comorbidades; não usar os fármacos sem individualização do perfil cardio-renal-metabólico

Fonte

Journal of hepatology · 29 de set. de 2026

DOI: 10.1016/j.jhep.2026.08.028

Publicado no periódico: 29 de set. de 2026 · Publicado na Science Play: 27 de out. de 2026

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