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Eficácia de extratos vegetais na doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD): uma metanálise em rede

Efficacy of plant extracts for metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease: a network meta-analysis.

Publicado em

C

Grau de evidência · Padrão GRADE

Evidência baixa, limitada, use cautela

Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.

Tipo de estudo
Metanálise em rede de ensaios clínicos randomizados
Amostra
32 ECRs, 2.053 pacientes e 28 tipos de extratos vegetais
Certeza do resultado
Baixause cautela
Aplicável na prática?
Com ressalvas
Risco de superinterpretação
Alto · 4 de 5

Bottom line

Apesar de alguns extratos (CP, Cin, Fen, Pur) apresentarem rankings favoráveis por SUCRA para desfechos específicos, isso não representa evidência de superioridade clinicamente relevante. Os dados atuais não sustentam o uso de extratos vegetais como terapias isoladas para MASLD fora do contexto de modificação concomitante do estilo de vida.

O que o estudo mostrou

Para enzimas hepáticas, uma nova preparação de curcumina (CP) teve a maior probabilidade de ranqueamento para redução de ALT (SUCRA 91,93%) e a canela (Cin) foi a melhor ranqueada para redução de AST (SUCRA 88,48%). Nos desfechos histológicos não invasivos, a beldroega (Pur) teve a maior probabilidade para reduzir LSM (SUCRA 94,16%), e o feno-grego (Fen) mostrou probabilidades favoráveis para redução de CAP (SUCRA 79,07%) e de percentual de esteatose hepática (SUCRA 86,97%). Entretanto, em comparação com placebo, a maioria dos extratos vegetais não alcançou melhora estatisticamente significativa nos desfechos bioquímicos ou não invasivos, deixando a eficácia clínica global incerta.

Método

Revisão sistemática conforme PRISMA, registrada no PROSPERO (CRD420251229711), com buscas em PubMed, Embase, Cochrane Library e Web of Science até 12 de novembro de 2025. Foram incluídos ECRs avaliando extratos vegetais em adultos com MASLD. Desfechos primários: ALT, AST, parâmetro de atenuação controlada (CAP), medida de rigidez hepática (LSM) e percentual de esteatose hepática. Metanálises em rede realizadas com Stata 15.1 e R 4.2.1, com ranqueamento por SUCRA.

Aplicação clínica

Os achados reforçam que extratos vegetais não devem ser recomendados como tratamento isolado para MASLD. A modificação do estilo de vida permanece como base do manejo. Eventuais usos de extratos deveriam ser considerados apenas como adjuvantes e dentro de contexto de pesquisa ou acompanhamento clínico, dado o nível de incerteza.

Limitações

Evidência limitada, heterogeneidade considerável entre os estudos, incerteza nas estimativas comparativas, variabilidade na padronização dos extratos e nas preparações, e ausência de superioridade estatisticamente significativa frente ao placebo para a maioria das intervenções. Tamanhos amostrais potencialmente insuficientes nos ECRs individuais.

O que não afirmar

Não afirmar que curcumina, canela, feno-grego ou beldroega são tratamentos eficazes ou superiores para MASLD. Não afirmar que os rankings SUCRA indicam benefício clínico significativo. Não afirmar que algum extrato pode substituir modificações do estilo de vida ou terapias estabelecidas. Não extrapolar os resultados para desfechos histológicos invasivos ou para prevenção de desfechos hepáticos duros (cirrose, carcinoma hepatocelular).

Fonte

Frontiers in pharmacology · 2026

DOI: 10.3389/fphar.2026.1919204

Publicado no periódico: 2026 · Publicado na Science Play: 15 de out. de 2026

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