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Treinamento físico melhora enzimas hepáticas, IMC e aptidão cardiorrespiratória em adultos com MASLD: revisão sistemática e metanálise

Exercise training improves hepatic enzymes, body mass index, and cardiorespiratory fitness in adults with metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease: a systematic review and meta-analysis.

Publicado em

B

Grau de evidência · Padrão GRADE

Evidência moderada, boa, com ressalvas

Confiança moderada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.

Tipo de estudo
Revisão sistemática e metanálise de ensaios clínicos randomizados
Amostra
25 ensaios clínicos randomizados incluídos. Número total de participantes não informado no estudo.
Certeza do resultado
Moderadaprovável, mas pode mudar
Aplicável na prática?
Vale, com critério
Risco de superinterpretação
Moderado · 3 de 5

Bottom line

Em adultos com MASLD/NAFLD, o treinamento físico melhorou enzimas hepáticas, IMC e aptidão cardiorrespiratória, enquanto a evidência para redução de gordura hepática e desfechos glicêmicos permaneceu menos consistente.

O que o estudo mostrou

O exercício reduziu ALT (MD -7,33 U/L; IC 95% -10,71 a -3,95), AST (MD -5,52 U/L; IC 95% -10,24 a -0,79) e IMC (MD por efeitos aleatórios -1,54 kg/m²; IC 95% -2,28 a -0,80), e aumentou o VO2pico/VO2máx (MD 4,08 mL/kg/min; IC 95% 1,00 a 7,16). Os efeitos agrupados para gordura/esteatose hepática, HOMA-IR e HbA1c não foram estatisticamente significativos. O teste de Egger não mostrou assimetria significativa para ALT ou AST, enquanto o IMC apresentou assimetria de funil compatível com possível efeito de estudos pequenos.

Método

Revisão sistemática e metanálise conforme PRISMA 2020. Busca em PubMed, Embase, CENTRAL, Scopus, Web of Science e SPORTDiscus desde a origem até junho de 2026. Foram agrupadas diferenças de médias (MD) ou diferenças de médias padronizadas (SMD) pós-intervenção com IC 95%. Risco de viés avaliado por RoB 2 e certeza da evidência por GRADE. Teste de Egger aplicado para assimetria de funil.

Aplicação clínica

Os achados reforçam a recomendação de treinamento físico como componente do manejo de adultos com MASLD/NAFLD, com benefícios mensuráveis em marcadores hepáticos bioquímicos (ALT, AST), composição corporal (IMC) e capacidade cardiorrespiratória (VO2pico). O exercício pode ser incorporado ao plano terapêutico multidisciplinar, considerando que a melhora de enzimas e aptidão não implica necessariamente redução direta da gordura hepática medida por imagem.

Limitações

Heterogeneidade entre modalidades, intensidades e durações de exercício; assimetria de funil para IMC indicando possível viés de estudos pequenos; efeitos não significativos para gordura hepática/esteatose, HOMA-IR e HbA1c; desfechos agrupados pós-intervenção. Número total de participantes e detalhamento dos protocolos de exercício não informados no resumo do estudo.

O que não afirmar

Não afirmar que o exercício reduz diretamente a gordura hepática ou melhora o controle glicêmico (HOMA-IR, HbA1c), pois esses efeitos não foram estatisticamente significativos. Não afirmar reversão de fibrose ou de esteato-hepatite. Não afirmar superioridade de uma modalidade específica de exercício. Não substituir avaliação clínica individual nem tratamento farmacológico quando indicado.

Fonte

Frontiers in physiology · 2026

DOI: 10.3389/fphys.2026.1976073

Publicado no periódico: 2026 · Publicado na Science Play: 01 de nov. de 2026

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