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Farmacoterapias emergentes para obesidade: uma revisão sistemática

Emerging pharmacotherapies for obesity: A systematic review.

Publicado em

B

Grau de evidência · Padrão GRADE

Evidência moderada, boa, com ressalvas

Confiança moderada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.

Tipo de estudo
Revisão sistemática de ensaios clínicos de fase 2 e fase 3
Amostra
53 ensaios de fase 2 e fase 3 identificados, envolvendo 36 fármacos antiobesidade emergentes ou combinações, além de 4 estudos retirados ou encerrados. Número total de participantes não informado no estudo.
Certeza do resultado
Moderadaprovável, mas pode mudar
Aplicável na prática?
Vale, com critério
Risco de superinterpretação
Moderado · 3 de 5

Bottom line

O pipeline de fármacos para obesidade está se expandindo rapidamente, com os resultados mais promissores relatados para análogos de incretinas. Faltam dados sobre mortalidade, complicações cardio-renais-metabólicas e segurança/eficácia de longo prazo na manutenção do peso.

O que o estudo mostrou

Foram identificados 36 fármacos ou combinações emergentes. A semaglutida oral 50 mg é a única medicação que completou um ensaio de fase 3. Há 14 ensaios de fase 3 em andamento, incluindo agonistas do receptor de GLP-1 (ecnoglutida, orforglipron e TG103), agonista GLP-1/amilina (CagriSema), agonistas GLP-1/glucagon (mazdutida e survodutida), agonista GLP-1/GIP/glucagon (retatrutida), dapagliflozina e a combinação sibutramina/topiramato. Ensaios de fase 2 concluídos com terapias baseadas em incretinas mostraram perda de peso média de 7,4% a 24,2%. Quase metade dos fármacos em fase 2 são análogos de incretinas.

Método

Revisão sistemática com busca em Medline, Embase e ClinicalTrials.gov no período de 2012 a 2024, avaliando o efeito de novas farmacoterapias para perda de peso em comparação com placebo/controle ou medicação aprovada pela FDA. Foram investigados estado de desenvolvimento e mecanismo de ação dos agentes emergentes.

Aplicação clínica

Auxilia o clínico a compreender o panorama atual e o mecanismo de ação das farmacoterapias emergentes para manejo da obesidade, orientando expectativas sobre agentes em desenvolvimento e apoiando decisões de acompanhamento científico do pipeline. Não deve ser usado para prescrição de agentes ainda não aprovados.

Limitações

Muitos agentes ainda em fase 2 ou com ensaios de fase 3 em andamento; ausência de dados sobre mortalidade e complicações relacionadas à obesidade; falta de seguimento de longo prazo sobre segurança e manutenção do peso; sub-representação de determinadas populações; ausência de avaliações de custo-efetividade e de disponibilidade dos fármacos. Número total de participantes e heterogeneidade dos estudos não detalhados no abstract.

O que não afirmar

Não afirmar que os fármacos emergentes são superiores ou seguros a longo prazo frente às opções disponíveis; não afirmar redução de mortalidade ou de eventos cardio-renais-metabólicos, pois esses dados ainda não existem; não afirmar eficácia comprovada de agentes ainda em fase 2 ou em ensaios de fase 3 em andamento; não extrapolar os percentuais de perda de peso como resultados definitivos ou aplicáveis a todas as populações.

Fonte

Pharmacological reviews · 01 de jan. de 2025

DOI: 10.1124/pharmrev.123.001045

Publicado no periódico: 01 de jan. de 2025 · Publicado na Science Play: 28 de ago. de 2026

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