Fezolinetante 45 mg versus terapias hormonais e não hormonais para sintomas vasomotores da menopausa: revisão sistemática e metanálise em rede
Systematic review and network meta-analysis comparing the efficacy of fezolinetant with hormone and nonhormone therapies for treatment of vasomotor symptoms due to menopause.
Publicado em
Grau de evidência · Padrão GRADE
Evidência moderada, boa, com ressalvas
Confiança moderada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.
- Tipo de estudo
- Revisão sistemática com metanálise em rede bayesiana de ensaios clínicos randomizados fase 3 ou 4 (comparação indireta)
- Amostra
- Metanálise em rede com dados agrupados dos ensaios fase 3 de fezolinetante mais 23 publicações comparadoras: 19 estudos (34 regimes) para frequência, 6 (7 regimes) para gravidade e 9 (15 regimes) para resposta ≥75%; número absoluto de participantes não informado no estudo
- Certeza do resultado
- Moderadaprovável, mas pode mudar
- Aplicável na prática?
- Vale, com critério
- Risco de superinterpretação
- Moderado · 3 de 5
Bottom line
Nesta comparação indireta, fezolinetante 45 mg uma vez ao dia mostrou eficácia comparável à terapia hormonal na frequência de sintomas vasomotores moderados a graves e foi estatisticamente mais eficaz que as terapias não hormonais avaliadas, podendo apoiar a decisão individualizada no manejo desses sintomas
O que o estudo mostrou
A variação da frequência de sintomas vasomotores não diferiu significativamente entre fezolinetante 45 mg e qualquer dos 27 regimes de TH avaliados. Fezolinetante 45 mg reduziu a frequência de eventos moderados a graves por dia significativamente mais que todas as terapias não hormonais: paroxetina 7,5 mg (diferença média 1,66; ICr 95% 0,63-2,71), desvenlafaxina 50 a 200 mg (1,12 [0,10-2,13] a 2,16 [0,90-3,40]) e gabapentina ER 1800 mg (1,63; 0,48-2,81), além de superar o placebo (2,78; 1,93-3,62). Para gravidade, a tibolona 2,5 mg (único regime de TH avaliável) reduziu a gravidade significativamente mais que fezolinetante; fezolinetante superou desvenlafaxina 50 mg e placebo e não diferiu de doses maiores de desvenlafaxina ou gabapentina ER 1800 mg. Para resposta ≥75%, fezolinetante foi menos eficaz que tibolona 2,5 mg e estrogênios conjugados 0,625 mg/bazedoxifeno 20 mg, não diferiu de outras terapias não hormonais e foi superior a desvenlafaxina 50 mg e placebo. Os únicos regimes de TH com eficácia significativamente maior que fezolinetante não estão disponíveis nos Estados Unidos
Método
Busca sistemática em múltiplas bases via OvidSP até 25 de junho de 2021, restrita a publicações em inglês. Foram avaliados a variação média na frequência e na gravidade dos sintomas vasomotores moderados a graves da linha de base à semana 12 e a proporção de mulheres com redução ≥75% na frequência na semana 12, usando modelos de efeito fixo em rede bayesiana. Comparadores incluíram terapia hormonal (TH) e terapias não hormonais (paroxetina, desvenlafaxina, gabapentina ER, entre outras)
Aplicação clínica
Os achados podem informar a escolha terapêutica individualizada em mulheres na pós-menopausa com sintomas vasomotores incomodativos, especialmente naquelas com contraindicação ou preferência contra terapia hormonal, posicionando fezolinetante como opção não hormonal com eficácia superior às demais não hormonais e comparável à TH na redução da frequência dos sintomas
Limitações
Comparações indiretas sem estudos head-to-head; inclusão apenas de publicações em inglês com corte em junho de 2021; heterogeneidade entre populações, regimes e desenhos; uso de modelos de efeito fixo; alguns comparadores de TH mais eficazes não estão disponíveis nos Estados Unidos; a análise focou eficácia em 12 semanas e não avaliou segurança, tolerabilidade nem desfechos de longo prazo
O que não afirmar
Não afirmar que fezolinetante é superior ou substitui a terapia hormonal, pois não houve diferença significativa na frequência frente à TH e a tibolona foi superior em gravidade e resposta ≥75%. Não afirmar superioridade baseada em comparação direta, pois os dados são de rede indireta. Não extrapolar para segurança, eventos adversos ou uso de longo prazo, nem para mulheres fora do perfil estudado
Fonte
Menopause (New York, N.Y.) · 01 de jan. de 2024
DOI: 10.1097/gme.0000000000002281Publicado no periódico: 01 de jan. de 2024 · Publicado na Science Play: 18 de jul. de 2026
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