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Eficácia e segurança do cloridrato de imeglimina na doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica com diabetes tipo 2: estudo de fase 2 (IMELD)

Efficacy and safety of imeglimin hydrochloride for metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease with type 2 diabetes: Single-center, single-arm phase 2 (IMELD study).

Publicado em

C

Grau de evidência · Padrão GRADE

Evidência baixa, limitada, use cautela

Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.

Tipo de estudo
Ensaio clínico intervencional de fase 2, unicêntrico, braço único, sem grupo controle
Amostra
25 pacientes incluídos na análise final
Certeza do resultado
Baixause cautela
Aplicável na prática?
Com ressalvas
Risco de superinterpretação
Alto · 4 de 5

Bottom line

Em pacientes com MASLD e diabetes tipo 2, 24 semanas de imeglimina associaram-se a melhora de ALT e AST, com perfil de segurança favorável neste estudo preliminar sem grupo controle.

O que o estudo mostrou

A mediana de ALT reduziu significativamente de 56,00 U/L (47,00-75,00) no basal para 34,00 U/L (29,00-51,00) em 24 semanas (P < 0,001). AST e HbA1c também reduziram significativamente. O índice fibrosis-4 apresentou redução significativa em 12 semanas. Não houve mudanças significativas em gama-glutamil transpeptidase, HOMA de células beta, HOMA de resistência à insulina, conteúdo de gordura hepática, demais marcadores de fibrose e composição corporal. Todos os eventos adversos foram de grau 1 e nenhum paciente descontinuou o tratamento por eventos adversos.

Método

Os pacientes receberam imeglimina 1000 mg duas vezes ao dia por 24 semanas. O desfecho primário foi a redução da alanina aminotransferase (ALT) em relação ao basal. Desfechos secundários incluíram parâmetros metabólicos (HbA1c, HOMA de função das células beta e HOMA de resistência à insulina), parâmetros hepáticos (AST, gama-glutamil transpeptidase, gordura hepática e marcadores de fibrose) e composição corporal.

Aplicação clínica

Os resultados sugerem um sinal exploratório de potencial benefício hepático da imeglimina em pacientes com MASLD e diabetes tipo 2, mas não sustentam, isoladamente, mudança de conduta clínica. Qualquer uso com essa finalidade deve aguardar validação em ensaios controlados randomizados.

Limitações

Desenho de braço único sem comparador, amostra pequena (n=25), caráter unicêntrico, seguimento curto de 24 semanas, uso de marcadores bioquímicos e substitutos (ALT, AST, fibrosis-4) em vez de desfechos histológicos ou clínicos hepáticos, e ausência de significância em parâmetros de gordura hepática e maioria dos marcadores de fibrose.

O que não afirmar

Não afirmar que a imeglimina reverte ou cura MASLD, nem que reduz fibrose hepática de forma consistente, pois apenas o fibrosis-4 mostrou redução em 12 semanas e não houve melhora da gordura hepática medida. Não afirmar superioridade sobre outros antidiabéticos, nem eficácia sobre desfechos clínicos ou histológicos, pois não houve grupo controle nem avaliação histológica. Não extrapolar para pacientes sem diabetes tipo 2.

Fonte

Medicine · 16 de out. de 2026

DOI: 10.1097/md.0000000000051083

Publicado no periódico: 16 de out. de 2026 · Publicado na Science Play: 18 de out. de 2026

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