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Índice triglicerídeo-glicose (TyG) e risco de eventos cardiocerebrovasculares maiores na síndrome cardiovascular-renal-metabólica: revisão sistemática e metanálise dose-resposta

Linking the triglyceride-glucose index to major adverse cardiocerebrovascular events in individuals with cardiovascular-kidney-metabolic syndrome: insights from an aggregate-data systematic review and dose-response meta-analysis.

Publicado em

C

Grau de evidência · Padrão GRADE

Evidência baixa, limitada, use cautela

Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.

Tipo de estudo
Revisão sistemática e metanálise dose-resposta de estudos de coorte (dados agregados)
Amostra
Oito estudos de coorte, com mais de 2 milhões de participantes e cerca de 179 mil casos de MACCE
Certeza do resultado
Baixause cautela
Aplicável na prática?
Com ressalvas
Risco de superinterpretação
Alto · 4 de 5

Bottom line

Em indivíduos com síndrome CKM, maiores valores do índice TyG associam-se a maior risco de eventos cardiocerebrovasculares maiores, com relação dose-resposta não linear. A magnitude do efeito é modesta e a associação não estabelece causalidade.

O que o estudo mostrou

Comparando a maior versus a menor categoria de exposição ao índice TyG, o risco agregado de MACCE foi 1,20 (IC 95% 1,11-1,30; I2 = 77,2%; p heterogeneidade < 0,001). A análise dose-resposta mostrou associação positiva não linear (p não linear < 0,001), com risco de 1,05 (IC 95% 1,02-1,08; I2 = 81,1%; p heterogeneidade < 0,001) por aumento de 1 unidade no índice TyG. Análises de subgrupo e sensibilidade foram consistentes.

Método

Busca em PubMed e Web of Science até 16 de junho de 2026. Síntese com modelos de efeitos aleatórios e fixos. Metanálises dose-resposta não lineares com modelos de spline cúbica restrita. Registro prospectivo no PROSPERO (CRD420261278535).

Aplicação clínica

O índice TyG, calculável a partir de triglicerídeos e glicemia de jejum, pode funcionar como marcador de estratificação de risco cardiocerebrovascular em pacientes com síndrome CKM, de forma complementar e de baixo custo. Não substitui ferramentas de risco validadas nem define conduta terapêutica isoladamente.

Limitações

Natureza observacional dos estudos incluídos impede inferência causal. Alta heterogeneidade estatística entre estudos. Busca restrita a duas bases de dados (PubMed e Web of Science). Possível variação na definição de MACCE e nos pontos de corte do TyG entre estudos. Dados agregados, sem análise de dados individuais de participantes.

O que não afirmar

Não afirmar que o índice TyG causa eventos cardiocerebrovasculares. Não afirmar que reduzir o TyG diminui MACCE. Não afirmar superioridade do TyG sobre escores de risco estabelecidos. Não afirmar valor preditivo definido, pois o próprio estudo indica necessidade de confirmar causalidade e poder preditivo.

Fonte

Frontiers in endocrinology · 2026

DOI: 10.3389/fendo.2026.1959631

Publicado no periódico: 2026 · Publicado na Science Play: 10 de out. de 2026

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