Ingestão alimentar longitudinal de jovens no primeiro episódio de psicose, da apresentação aos seis meses de seguimento
Longitudinal Dietary Intake of Young People With a First Episode of Psychosis From the Time of Presentation to Six Months Follow-Up.
Publicado em
Grau de evidência · Padrão GRADE
Evidência baixa, limitada, use cautela
Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.
- Tipo de estudo
- Análise longitudinal de dados dietéticos derivados de um ensaio clínico randomizado (PHAstER)
- Amostra
- 77 participantes do estudo PHAstER; 70 (91%) forneceram dados dietéticos no baseline e 46 (60%) aos 3 e 6 meses
- Certeza do resultado
- Baixause cautela
- Aplicável na prática?
- Com ressalvas
- Risco de superinterpretação
- Alto · 4 de 5
Bottom line
Jovens com primeiro episódio de psicose relataram consistentemente dietas fora das diretrizes, sem melhora ao longo de 6 meses, reforçando a iniquidade em saúde alimentar nesse grupo, sobretudo entre os de menor escolaridade.
O que o estudo mostrou
Os padrões de ingestão e a adesão às diretrizes permaneceram consistentes nos três momentos, sem mudança significativa em 6 meses. No baseline, poucos atingiam a ingestão recomendada de vegetais (13%), laticínios (20%) e frutas (24%); 64% tinham alta ingestão de alimentos discricionários (ricos em gordura saturada/açúcares). No baseline, mas não aos 3 ou 6 meses, maior escolaridade associou-se a padrões alimentares mais saudáveis.
Método
Avaliação de padrões alimentares no baseline, 3 e 6 meses, analisando consumo alimentar e adesão às Diretrizes Alimentares Australianas com testes de sinais (signed-rank) e correções para múltiplas comparações
Aplicação clínica
O aconselhamento e o suporte dietético representam intervenções com alto ganho marginal nessa coorte e devem integrar o cuidado clínico de rotina, com atenção especial a pacientes com menor nível educacional.
Limitações
Amostra pequena e perda de seguimento de 40% aos 3 e 6 meses; dados dietéticos autorrelatados sujeitos a viés; população restrita a um contexto australiano; não avalia diretamente desfechos de peso ou metabólicos; achados sobre escolaridade são associativos.
O que não afirmar
Não afirmar que os antipsicóticos causam diretamente as escolhas alimentares observadas, nem que os efeitos dietéticos habituam ou pioram com o tempo; não afirmar relação causal entre escolaridade e dieta; não extrapolar para redução comprovada de obesidade ou desfechos metabólicos a partir de intervenção dietética.
Fonte
Early intervention in psychiatry · 01 de ago. de 2026
DOI: 10.1111/eip.70226Publicado no periódico: 01 de ago. de 2026 · Publicado na Science Play: 01 de ago. de 2026
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