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Novos desafios no manejo perioperatório do câncer de pâncreas

New challenges in perioperative management of pancreatic cancer

Publicado em

D

Grau de evidência · Padrão GRADE

Evidência muito baixa, muito incerta

Confiança muito baixa no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.

Tipo de estudo
Artigo de revisão narrativa
Amostra
Não informado no estudo (revisão narrativa, sem amostra primária)
Certeza do resultado
Muito baixainterprete com cuidado
Aplicável na prática?
Muito limitada
Risco de superinterpretação
Muito alto · 5 de 5

Bottom line

A revisão argumenta a favor de deslocar o tratamento do PDAC de estratégias adjuvantes para abordagens pré-operatórias e perioperatórias, apoiada em quimioterapias mais ativas e em medicina personalizada, integrando biomarcadores e imagem na seleção de pacientes.

O que o estudo mostrou

O adenocarcinoma ductal pancreático é a quarta causa de morte por câncer no mundo industrializado, com sobrevida em 5 anos que geralmente não ultrapassa 5%. Apenas 20% a 25% dos pacientes apresentam doença potencialmente ressecável, sendo a cirurgia a única chance de cura. Após décadas de predominância da gencitabina, esquemas mais ativos emergiram na doença avançada, como FOLFIRINOX (5-fluorouracil, ácido folínico, irinotecano e oxaliplatina) e nab-paclitaxel associado à gencitabina. Devido à alta taxa de recidiva após cirurgia curativa, o PDAC é considerado doença sistêmica, e estratégias neoadjuvantes podem melhorar os desfechos. A incorporação de biomarcadores teciduais e técnicas de imagem às estratégias pré-operatórias pode auxiliar na seleção de pacientes que se beneficiariam da cirurgia.

Método

Revisão da literatura sobre tratamento adjuvante e neoadjuvante do PDAC, discutindo a transição de estratégias adjuvantes para estratégias pré-operatórias e perioperatórias, e a integração de biomarcadores teciduais, coleta de espécimes e técnicas de imagem às estratégias terapêuticas.

Aplicação clínica

Útil para contextualizar o racional das estratégias neoadjuvantes e perioperatórias no PDAC ressecável, borderline e localmente avançado, e para fundamentar a discussão sobre coleta adequada de espécimes, uso de biomarcadores teciduais e imagem na seleção de candidatos cirúrgicos. As condutas específicas devem seguir diretrizes e ensaios clínicos atualizados.

Limitações

Revisão narrativa sem busca sistemática ou avaliação formal da qualidade dos estudos citados; não fornece dados quantitativos agregados próprios; publicada em 2015, podendo não refletir evidências e esquemas terapêuticos mais recentes; conclusões baseadas em opinião de especialistas e racional fisiopatológico.

O que não afirmar

Não afirmar que estratégias neoadjuvantes ou perioperatórias são comprovadamente superiores à abordagem adjuvante para todos os pacientes; não afirmar aumento definido de sobrevida com esses esquemas; não afirmar que biomarcadores ou imagem selecionam com acurácia validada os candidatos cirúrgicos; não extrapolar recomendações de conduta específicas a partir desta revisão.

Fonte

World Journal of Gastroenterology · 2015

DOI: 10.3748/wjg.v21.i8.2281

Publicado no periódico: 2015 · Publicado na Science Play: 14 de out. de 2026

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