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Óleo de Nigella sativa (cominho preto) reduz IL-6 e glicemia de jejum em mulheres com síndrome dos ovários policísticos

Nigella sativa (Black Seed) Oil Alleviates the Serum Levels of IL-6 and Insulin in Patients With Polycystic Ovary Syndrome.

Publicado em

C

Grau de evidência · Padrão GRADE

Evidência baixa, limitada, use cautela

Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.

Tipo de estudo
Ensaio clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo
Amostra
60 pacientes com SOP, randomizadas igualmente em grupo intervenção (n=30) e placebo (n=30)
Certeza do resultado
Baixause cautela
Aplicável na prática?
Com ressalvas
Risco de superinterpretação
Alto · 4 de 5

Bottom line

Doze semanas de suplementação com óleo de Nigella sativa associaram-se a melhora do status inflamatório (IL-6) e da glicemia de jejum em mulheres com SOP, mas sem efeito significativo sobre índices de resistência à insulina ou parâmetros hormonais. O papel é potencialmente adjuvante e exige confirmação em estudos maiores.

O que o estudo mostrou

Após ajuste para o basal, o grupo Nigella sativa apresentou IL-6 sérica significativamente menor (diferença média ajustada -4,21; IC 95% -6,34 a -2,08; p<0,001) e menor glicemia de jejum (diferença média ajustada -8,16 mg/dL; IC 95% -12,73 a -3,58; p<0,001). O intervalo intermenstrual foi significativamente mais curto no grupo intervenção. Não houve diferença significativa entre grupos para insulina de jejum, HOMA-IR, QUICKI, hormônio luteinizante, testosterona total, duração menstrual ou demais manifestações clínicas.

Método

As participantes receberam óleo de Nigella sativa 1000 mg ao dia ou placebo por 12 semanas. Foram avaliados intervalo intermenstrual, duração menstrual, glicemia de jejum, insulina, resistência à insulina (HOMA-IR, QUICKI) e níveis séricos de IL-6, com ajuste para valores basais.

Aplicação clínica

O óleo de Nigella sativa pode ser considerado, com cautela e critério individual, como possível adjuvante em intervenções sobre inflamação e glicemia de jejum em SOP, sempre integrado a manejo padrão (mudanças de estilo de vida e terapias estabelecidas). Não substitui tratamento convencional e não deve ser posicionado como terapia isolada. A magnitude e a durabilidade dos efeitos ainda não estão definidas.

Limitações

Amostra pequena (n=60) e provável baixo poder estatístico para desfechos secundários; estudo unicêntrico; duração curta (12 semanas); desfechos primários são biomarcadores substitutos e não desfechos clínicos ou reprodutivos duros; ausência de dados sobre segurança a longo prazo, aderência detalhada e composição padronizada do produto não informados no estudo; ausência de significância para índices de resistência insulínica limita a interpretação sobre insulina, apesar do título.

O que não afirmar

Não afirmar que o óleo de Nigella sativa reduz resistência à insulina, HOMA-IR ou insulina de jejum, pois não houve diferença significativa entre grupos nesses desfechos. Não afirmar que corrige alterações hormonais (LH, testosterona), regulariza plenamente o ciclo menstrual, trata ou cura a SOP, melhora fertilidade ou substitui terapias estabelecidas. Não extrapolar os achados para outras populações ou para uso prolongado.

Fonte

The journal of obstetrics and gynaecology research · 01 de ago. de 2026

DOI: 10.1111/jog.70442

Publicado no periódico: 01 de ago. de 2026 · Publicado na Science Play: 15 de ago. de 2026

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