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Suplementação de ômega-3 durante treino de força não potencializa hipertrofia nem ganho de força em homens saudáveis com ingestão proteica adequada

Effects of n-3 PUFA supplementation during resistance training on muscle outcomes in healthy adult men: A randomized clinical trial.

Publicado em

B

Grau de evidência · Padrão GRADE

Evidência moderada, boa, com ressalvas

Confiança moderada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.

Tipo de estudo
Ensaio clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo
Amostra
46 homens (28,1±5,8 anos; IMC 24,8±3,1 kg/m2; ingestão proteica 1,8±0,5 g/kg/dia)
Certeza do resultado
Moderadaprovável, mas pode mudar
Aplicável na prática?
Vale, com critério
Risco de superinterpretação
Moderado · 3 de 5

Bottom line

Apesar da incorporação substancial no tecido muscular, a suplementação de n-3 PUFA não potencializou a hipertrofia muscular, os ganhos de força ou a sinalização anabólica em homens saudáveis com ingestão proteica adequada em treino de força.

O que o estudo mostrou

Houve incorporação significativa de n-3 PUFA no músculo esquelético do grupo W3 (interação p=0,017). Ambos os grupos apresentaram aumentos em massa magra, força 1-RM, mCSA de reto femoral e vasto lateral, CSA das fibras do vasto lateral e diâmetro mínimo de Feret (todos efeitos principais de tempo p<0,05), sem diferenças entre grupos. Não houve efeitos na sinalização anabólica entre grupos ou ao longo do tempo (todos p>0,05). Adesão à suplementação (>94%) e ao treino (>96%) foi alta.

Método

Participantes randomizados para receber n-3 PUFA (6,3 g/dia) ou placebo durante 14 semanas de treino de força supervisionado de membros inferiores, 2x/semana. Avaliaram-se composição corporal, área de secção transversa muscular por ultrassom (mCSA), força dinâmica máxima (1-RM), composição de ácidos graxos do tecido muscular e morfologia das fibras musculares antes e após a intervenção. Fosforilação de mTOR, p70S6K e 4E-BP1 avaliada em repouso e 4 h após exercício, antes e após a intervenção.

Aplicação clínica

Em homens jovens saudáveis, treinados e com ingestão proteica adequada (≥1,6 g/kg/dia), adicionar n-3 PUFA a um programa de treino de força não traz benefício adicional sobre hipertrofia ou força. O ganho muscular observado foi atribuível ao próprio treino. A suplementação pode ser mais relevante em populações com resposta anabólica prejudicada, conforme sugerido pelos autores.

Limitações

Amostra pequena (46 homens); população homogênea e restrita (homens jovens saudáveis, treinados, com ingestão proteica adequada), limitando generalização a mulheres, idosos ou pessoas com déficit anabólico; duração de 14 semanas; treino restrito a membros inferiores 2x/semana. Não informado no estudo cálculo de poder estatístico e controle detalhado da dieta total.

O que não afirmar

Não afirmar que n-3 PUFA é inútil ou prejudicial em todos os contextos de treino. Não afirmar benefício em idosos, mulheres, pessoas com sarcopenia, em desuso ou restrição calórica, pois essas populações não foram estudadas. Não afirmar que a suplementação prejudica os ganhos. Não extrapolar para desfechos de recuperação, dor muscular ou saúde cardiovascular, não avaliados.

Fonte

The British journal of nutrition · 08 de jul. de 2026

DOI: 10.1017/s0007114526107910

Publicado no periódico: 08 de jul. de 2026 · Publicado na Science Play: 17 de jul. de 2026

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