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Perfil de composição corporal por DXA em pacientes celíacos: estudo transversal retrospectivo

A DXA-based profile of body composition in celiac patients: a cross-sectional retrospective study.

Publicado em

C

Grau de evidência · Padrão GRADE

Evidência baixa, limitada, use cautela

Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.

Tipo de estudo
Estudo observacional retrospectivo, transversal, unicêntrico
Amostra
77 pacientes com doença celíaca (73% mulheres)
Certeza do resultado
Baixause cautela
Aplicável na prática?
Com ressalvas
Risco de superinterpretação
Alto · 4 de 5

Bottom line

No fenótipo contemporâneo da doença celíaca, a composição de tecido mole costuma estar preservada, mas a baixa DMO persiste, sobretudo em mulheres na pré-menopausa, reforçando a necessidade de rastreamento sistemático por DXA independentemente do IMC ou apresentação clínica

O que o estudo mostrou

Parâmetros de tecido mole (ALMI e massa gorda) ficaram próximos de zero em ambos os sexos, indicando composição comparável à população de referência. A saúde óssea mostrou-se comprometida, especialmente em mulheres: pacientes do sexo feminino apresentaram Z-scores de DMO total negativos em todas as faixas etárias, com menor média na faixa de 40 a 44 anos (-1,0 ± 1,0) e Z-scores de BMC predominantemente negativos (-1,1 ± 1,5 nessa faixa). Homens tiveram Z-scores heterogêneos, variando de -1,04 ± 1,0 (25 a 29 anos) a valores positivos em subgrupos mais velhos

Método

Avaliação por Absorciometria de Raios-X de Dupla Energia (DXA) para medir Z-score do Índice de Massa Magra Apendicular (ALMI), Z-score do Conteúdo Mineral Ósseo (BMC) e Z-score da Densidade Mineral Óssea (DMO) total, com comparação à população de referência NHANES

Aplicação clínica

Os achados apoiam a consideração de rastreamento por DXA em pacientes adultos com doença celíaca, incluindo mulheres pré-menopausa, mesmo quando o peso é normal ou há sobrepeso/obesidade, para identificar baixa DMO que pode não ser evidente pela apresentação clínica

Limitações

Desenho retrospectivo e transversal; amostra pequena e predominantemente feminina; unicêntrico; ausência de grupo controle direto, usando referência populacional externa (NHANES); exclusão de mulheres pós-menopausa limita generalização; não informado no estudo tempo de doença, adesão à dieta sem glúten, dados de ingestão de cálcio/vitamina D e desfechos de fratura

O que não afirmar

Não afirmar que a DXA previne fraturas ou melhora desfechos clínicos; não afirmar relação causal entre doença celíaca e baixa DMO a partir deste desenho; não extrapolar para mulheres pós-menopausa ou pacientes acima de 52 anos; não afirmar ausência de risco de sarcopenia com base apenas em valores médios próximos de zero; não generalizar para populações diferentes da estudada

Fonte

Journal of bone and mineral metabolism · 01 de set. de 2026

DOI: 10.1007/s00774-026-01742-y

Publicado no periódico: 01 de set. de 2026 · Publicado na Science Play: 02 de nov. de 2026

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