Prevalência de deficiência de micronutrientes após cirurgia bariátrica metabólica e adesão às diretrizes nutricionais da BOMSS: coorte retrospectiva multicêntrica
The Reported Prevalence of Micronutrient Deficiency after Metabolic Bariatric Surgery and Adherence to British Obesity and Metabolic Specialist Society Nutritional Guidelines: A Multicentre Retrospective Cohort Study.
Publicado em
Grau de evidência · Padrão GRADE
Evidência baixa, limitada, use cautela
Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.
- Tipo de estudo
- Estudo de coorte retrospectivo multicêntrico
- Amostra
- 669 pacientes com dados disponíveis
- Certeza do resultado
- Baixause cautela
- Aplicável na prática?
- Com ressalvas
- Risco de superinterpretação
- Alto · 4 de 5
Bottom line
Entre pacientes com testes bioquímicos disponíveis, deficiências de micronutrientes foram frequentes no primeiro ano após a cirurgia bariátrica metabólica. Inconsistências no monitoramento e dados pós-operatórios ausentes sugerem que as diretrizes nutricionais da BOMSS podem não estar sendo plenamente implementadas na prática na Inglaterra.
O que o estudo mostrou
O monitoramento sanguíneo precoce foi inconsistente: exames foram solicitados para 33,7% dos pacientes aos 3 meses, 60,0% aos 6 meses e 88,4% aos 12 meses. Entre os testados, níveis baixos de vitamina D e folato foram menos prevalentes aos 12 meses em comparação ao pré-operatório. Níveis baixos de zinco e selênio foram observados durante o acompanhamento de 12 meses, com baixo zinco mais frequente após gastrectomia vertical (sleeve) do que após bypass gástrico em todos os pontos de seguimento: 16,7% (IC95% 5,8-39,2) vs. 11,5% (4,0-29,0) aos 3 meses; 27,6% (14,7-45,7) vs. 10,0% (4,0-23,1) aos 6 meses; 32,2% (23,2-42,6) vs. 26,0% (18,5-35,1) aos 12 meses. Cerca de dois terços dos pacientes com registro relataram adesão completa à suplementação.
Método
Coleta de dados em nível de centro sobre níveis de micronutrientes no pré-operatório e aos 3, 6 e 12 meses de pós-operatório, solicitações de exames de sangue pelos clínicos e adesão autorrelatada pelos pacientes à suplementação recomendada. A prevalência de cada deficiência foi calculada usando os pacientes com dados disponíveis.
Aplicação clínica
Reforça a necessidade de monitoramento bioquímico sistemático e precoce de micronutrientes após cirurgia bariátrica, incluindo possível atenção a minerais traço como zinco e selênio, especialmente após gastrectomia vertical, e de verificação ativa da adesão à suplementação, conforme as diretrizes vigentes.
Limitações
Desenho retrospectivo com dados em nível de centro; monitoramento sanguíneo inconsistente e grande proporção de dados pós-operatórios ausentes; disponibilidade limitada de dados de minerais traço; potencial de viés por testagem seletiva; adesão à suplementação baseada em autorrelato; dados restritos a centros da Inglaterra, limitando generalização.
O que não afirmar
Não afirmar que a gastrectomia vertical causa mais deficiência de zinco do que o bypass de forma definitiva, pois as estimativas têm intervalos de confiança amplos e sobrepostos e derivam de testagem seletiva. Não afirmar prevalência populacional real de deficiências, pois os cálculos se restringem aos pacientes testados. Não inferir relações causais nem desfechos clínicos a partir deste estudo observacional.
Fonte
Obesity surgery · 01 de nov. de 2026
DOI: 10.1007/s11695-026-08960-3Publicado no periódico: 01 de nov. de 2026 · Publicado na Science Play: 28 de out. de 2026
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