Prevenção e manejo da doença metabólica óssea da prematuridade: uma revisão sistemática
Prevention and management of metabolic bone disease of prematurity: a systematic review.
Publicado em
Grau de evidência · Padrão GRADE
Evidência baixa, limitada, use cautela
Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.
- Tipo de estudo
- Revisão sistemática qualitativa (PRISMA), com estudos incluídos de tipo ECR e coorte
- Amostra
- 16 estudos incluídos (11 de suplementação e 5 de fisioterapia), a partir de 942 registros identificados no PubMed e Embase, publicados entre 2020 e 2025
- Certeza do resultado
- Baixause cautela
- Aplicável na prática?
- Com ressalvas
- Risco de superinterpretação
- Alto · 4 de 5
Bottom line
Cálcio e fosfato orgânico em doses mais altas e de forma contínua parecem beneficiar a mineralização óssea em prematuros, enquanto altas doses de vitamina D não agregam benefício. A ausência de definições diagnósticas consensuais limita a comparabilidade entre estudos e a padronização de protocolos.
O que o estudo mostrou
Doses mais altas de cálcio e fosfato orgânico, especialmente em administração contínua, melhoraram desfechos bioquímicos e radiológicos. Vitamina D em altas doses não trouxe benefício sobre a dose padrão, mas o monitoramento individualizado melhorou a segurança. Evidência limitada mostrou que a fisioterapia ativa ou baseada em reflexos melhorou densidade óssea e crescimento, porém com preocupações de segurança; abordagens passivas tiveram efeito limitado
Método
Revisão sistemática conduzida sob diretrizes PRISMA e registrada no PROSPERO (CRD420251116486). Busca em PubMed e Embase, triagem no Covidence e síntese qualitativa por tipo de intervenção (suplementação de cálcio, fosfato, vitamina D ou fisioterapia) e desfechos bioquímicos e radiológicos
Aplicação clínica
Em unidades neonatais, a suplementação com doses mais altas de cálcio e fosfato orgânico, preferencialmente contínua, pode ser considerada para melhorar desfechos bioquímicos e radiológicos em prematuros de alto risco. O monitoramento individualizado da vitamina D favorece a segurança, sem necessidade de doses elevadas. A fisioterapia deve ser avaliada com cautela por preocupações de segurança relatadas
Limitações
Número pequeno de estudos incluídos, heterogeneidade metodológica, síntese apenas qualitativa sem metanálise, evidência limitada para fisioterapia e ausência de critérios diagnósticos consensuais bioquímicos e radiológicos para a MBDP, o que dificulta comparabilidade e desenvolvimento de protocolos
O que não afirmar
Não afirmar que a suplementação de alta dose previne fraturas ou reduz desfechos clínicos de longo prazo; não afirmar superioridade definitiva de esquemas específicos de dose; não afirmar que a fisioterapia é segura ou recomendada de rotina; não afirmar benefício de altas doses de vitamina D
Fonte
Journal of perinatology : official journal of the California Perinatal Association · 01 de set. de 2026
DOI: 10.1038/s41372-026-02781-zPublicado no periódico: 01 de set. de 2026 · Publicado na Science Play: 21 de set. de 2026
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