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Efeitos da suplementação com probióticos e simbióticos na composição corporal e no metabolismo glicêmico em crianças e adolescentes com sobrepeso ou obesidade: revisão sistemática e metanálise

Effects of Probiotic and Synbiotic Supplementation on Body Composition and Glucose Metabolism in Children and Adolescents with Overweight or Obesity: A Systematic Review and Meta-Analysis.

Publicado em

C

Grau de evidência · Padrão GRADE

Evidência baixa, limitada, use cautela

Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.

Tipo de estudo
Revisão sistemática e metanálise de ensaios clínicos randomizados
Amostra
16 ensaios clínicos randomizados incluídos (número total de participantes não informado no estudo)
Certeza do resultado
Baixause cautela
Aplicável na prática?
Com ressalvas
Risco de superinterpretação
Alto · 4 de 5

Bottom line

A suplementação com probióticos ou simbióticos pode associar-se a uma redução modesta do IMC, mas a certeza da evidência é baixa e a evidência atual não sustenta benefícios claros sobre escore z do IMC, circunferência da cintura, percentual de gordura corporal ou metabolismo glicêmico nessa população.

O que o estudo mostrou

A suplementação com probióticos ou simbióticos não reduziu significativamente o escore z do IMC (MD = -0,03; IC 95% -0,11 a 0,05), a circunferência da cintura (MD = 0,60 cm; IC 95% -1,57 a 2,77) nem o percentual de gordura corporal (MD = -0,29 pontos percentuais; IC 95% -1,64 a 1,06). Observou-se redução modesta do IMC (MD = -0,91 kg/m2; IC 95% -1,81 a -0,01), a ser interpretada com cautela dada a ausência de melhora no escore z do IMC. Não houve efeitos significativos sobre glicemia de jejum, insulina de jejum ou HOMA-IR. Nas análises de subgrupo não houve diferenças significativas entre probiótico e simbiótico para IMC, escore z do IMC ou circunferência da cintura, mas houve diferença significativa de subgrupo para glicemia de jejum.

Método

Revisão conduzida segundo o PRISMA 2020, com busca em PubMed, Embase, Web of Science, Cochrane Library e CNKI desde a criação das bases até 5 de maio de 2026. Foram incluídos ECRs avaliando suplementação com probióticos ou simbióticos. Desfechos: escore z do IMC, IMC, circunferência da cintura, percentual de gordura corporal, glicemia de jejum, insulina de jejum e HOMA-IR. Metanálises de efeitos aleatórios, análises de sensibilidade e de subgrupos (probiótico versus simbiótico) usando diferenças de médias (MD) e IC 95%. Risco de viés avaliado pelo RoB 2 e certeza da evidência pelo GRADE.

Aplicação clínica

No manejo do sobrepeso e obesidade pediátricos, a suplementação com probióticos ou simbióticos não deve ser considerada uma estratégia adjuvante com benefício estabelecido. As intervenções de base (dieta, atividade física e mudança comportamental) permanecem centrais. Eventual uso deve ser individualizado e sem expectativa de melhora consistente da composição corporal ou do metabolismo glicêmico.

Limitações

Certeza da evidência baixa pelo GRADE; achado positivo restrito ao IMC com IC próximo do nulo e sem correspondência no escore z do IMC; análises de subgrupo, especialmente para glicemia de jejum, baseadas em número limitado de estudos; heterogeneidade de cepas, doses e durações não detalhada no resumo; número total de participantes não informado no estudo.

O que não afirmar

Não afirmar que probióticos ou simbióticos reduzem a gordura corporal, a circunferência da cintura ou melhoram a resistência à insulina (HOMA-IR), a glicemia ou a insulina de jejum em crianças e adolescentes. Não afirmar que a redução modesta de IMC represente benefício clínico comprovado nem que essas suplementações substituam intervenções de estilo de vida. Não extrapolar para cepas ou doses específicas não testadas.

Fonte

Nutrients · 04 de ago. de 2026

DOI: 10.3390/nu18152539

Publicado no periódico: 04 de ago. de 2026 · Publicado na Science Play: 14 de ago. de 2026

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