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Proteína animal versus vegetal na composição corporal de mulheres na pré e pós-menopausa: revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados

Dietary Intake of Animal and Plant-Based Protein on Adiposity Measurements and Body Composition in Pre- and Postmenopausal Women: A Systematic Review of Randomized Clinical Trials.

Publicado em

C

Grau de evidência · Padrão GRADE

Evidência baixa, limitada, use cautela

Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.

Tipo de estudo
Revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados
Amostra
15 ensaios clínicos randomizados, totalizando 1161 mulheres
Certeza do resultado
Baixause cautela
Aplicável na prática?
Com ressalvas
Risco de superinterpretação
Alto · 4 de 5

Bottom line

Em mulheres no climatério, proteínas animais tiveram efeitos mais consistentes sobre marcadores antropométricos e composição corporal, sobretudo combinadas com restrição energética e exercício. Proteínas vegetais mostraram efeitos mais heterogêneos, com maiores benefícios quando associadas ao exercício. Tipo, dose, duração e estratégias combinadas devem ser considerados nas recomendações.

O que o estudo mostrou

Intervenções com proteína animal mostraram efeitos mais consistentes na redução de peso e gordura corporal, especialmente quando combinadas com restrição calórica e exercício supervisionado. Protocolos com whey, carne ou proteína do leite reduziram gordura corporal ao longo de 8 a 16 semanas, com aumento de massa magra em intervenções mais longas. Estudos com proteína isolada de soja apresentaram resultados mais heterogêneos, com poucas mudanças em curto prazo e resultados mais favoráveis quando associados a exercício. Analisados independentemente da restrição energética e do exercício físico, os efeitos de ambas as proteínas na composição corporal foram menos consistentes, não sendo possível confirmar benefício do aumento isolado da ingestão proteica.

Método

Revisão sistemática seguindo diretrizes PRISMA, com buscas em PubMed, EMBASE e Cochrane Library. Risco de viés avaliado pela ferramenta do Joanna Briggs Institute (JBI). Registro PROSPERO CRD420251156313. Foram avaliadas intervenções com proteína animal (n=8: whey protein, carne ou proteína do leite) e proteína de soja isolada (n=7), analisando marcadores antropométricos e de composição corporal.

Aplicação clínica

Ao planejar estratégias nutricionais para composição corporal em mulheres no climatério, considerar o tipo de proteína (animal versus vegetal), a dose, a duração da intervenção e, principalmente, a combinação com restrição energética e exercício físico supervisionado, que parecem ser determinantes dos resultados observados.

Limitações

Heterogeneidade metodológica entre os estudos; efeitos fortemente influenciados por restrição energética e exercício, dificultando isolar a contribuição da proteína; número limitado de ensaios por tipo de proteína; variação em doses, fontes proteicas e duração das intervenções; ausência de análise quantitativa (meta-análise); resultados de soja pouco consistentes em curto prazo.

O que não afirmar

Não afirmar que aumentar isoladamente a ingestão de proteína (animal ou vegetal) reduz gordura corporal ou melhora composição corporal, pois os efeitos não puderam ser confirmados sem restrição energética e exercício. Não afirmar superioridade definitiva da proteína animal sobre a vegetal, nem extrapolar para mulheres fora do climatério, para desfechos metabólicos ou de longo prazo não avaliados.

Fonte

FASEB journal : official publication of the Federation of American Societies for Experimental Biology · 15 de ago. de 2026

DOI: 10.1096/fj.202600792r

Publicado no periódico: 15 de ago. de 2026 · Publicado na Science Play: 15 de ago. de 2026

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