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Proteína vegetal versus whey no treino de força: revisão sistemática e metanálise em adultos destreinados

Is plant-based protein supplementation as effective as whey protein? A systematic review and meta-analysis in untrained adults undergoing resistance training.

Publicado em

C

Grau de evidência · Padrão GRADE

Evidência baixa, limitada, use cautela

Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.

Tipo de estudo
Revisão sistemática com metanálise
Amostra
5 estudos incluídos na síntese qualitativa e na metanálise; número total de participantes não informado no estudo
Certeza do resultado
Baixause cautela
Aplicável na prática?
Com ressalvas
Risco de superinterpretação
Alto · 4 de 5

Bottom line

Em adultos destreinados em início de treino de força, com ingestão proteica total e variáveis de treino controladas, proteínas vegetais (soja e ervilha) não diferiram estatisticamente do whey quanto a ganhos de massa magra e redução de gordura. Isso não comprova equivalência fisiológica: o número reduzido de estudos e os amplos intervalos de confiança impedem conclusões definitivas.

O que o estudo mostrou

Quando combinadas ao treinamento resistido, tanto a proteína vegetal quanto o whey foram associados a melhorias em massa corporal magra e massa de gordura corporal, sem diferenças estatisticamente significativas entre os grupos. Suplementos de soja e ervilha apresentaram desfechos favoráveis de composição corporal. Para proteína de chia, a evidência limitou-se a um único estudo sem mudanças significativas em LBM, impedindo conclusões. Os autores ressaltam intervalos de confiança amplos e número reduzido de estudos

Método

Revisão sistemática seguindo PRISMA 2020, registrada no PROSPERO (CRD420251145410). Buscas em PubMed, Web of Science e ScienceDirect. Comparação entre suplementação com proteína vegetal (soja, ervilha, chia) versus whey protein combinada a treinamento resistido, avaliando massa corporal magra (LBM) e massa de gordura corporal (BFM) por DEXA, com ingestão proteica total e variáveis de treino pareadas

Aplicação clínica

Para adultos saudáveis destreinados iniciando treinamento resistido, suplementos proteicos de soja ou ervilha podem ser considerados alternativas práticas ao whey quando a ingestão proteica total e o treino estão adequados, especialmente para quem evita produtos de origem animal. A escolha pode considerar preferências, tolerância, custo e sustentabilidade, sem comprometer os desfechos de composição corporal sob condições controladas.

Limitações

Número muito reduzido de estudos (5), intervalos de confiança amplos, evidência sobre chia restrita a um único estudo, população limitada a adultos destreinados de 18 a 59 anos, ausência de dados sobre tamanho amostral total, possível heterogeneidade entre fontes vegetais e necessidade de ensaios com poder estatístico adequado. A ausência de diferença significativa não estabelece equivalência fisiológica.

O que não afirmar

Não afirmar que proteínas vegetais são fisiologicamente equivalentes ao whey, pois a ausência de diferença significativa não comprova equivalência. Não afirmar superioridade de qualquer fonte. Não extrapolar para indivíduos treinados, idosos acima de 59 anos, atletas de elite ou populações clínicas. Não afirmar eficácia da proteína de chia, dada evidência limitada a um único estudo sem efeito significativo. Não generalizar resultados para condições sem controle da ingestão proteica total.

Fonte

Journal of the International Society of Sports Nutrition · 30 de dez. de 2026

DOI: 10.1080/15502783.2026.2752317

Publicado no periódico: 30 de dez. de 2026 · Publicado na Science Play: 30 de out. de 2026

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