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Deficiência Energética Relativa no Esporte (REDs): manifestações endócrinas, fisiopatologia e tratamentos

Relative Energy Deficiency in Sport (REDs): Endocrine Manifestations, Pathophysiology and Treatments

Publicado em

D

Grau de evidência · Padrão GRADE

Evidência muito baixa, muito incerta

Confiança muito baixa no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.

Tipo de estudo
Revisão narrativa (review)
Amostra
não informado no estudo (revisão narrativa, sem amostra definida)
Certeza do resultado
Muito baixainterprete com cuidado
Aplicável na prática?
Muito limitada
Risco de superinterpretação
Muito alto · 5 de 5

Bottom line

A REDs amplia o conceito da Tríade da Atleta Feminina para um espectro de manifestações causadas pela baixa disponibilidade energética em ambos os sexos, sendo a correção do déficit energético por meio de intervenções comportamentais e de estilo de vida a base do tratamento atual, enquanto alvos como leptina e o eixo activina-folistatina-inibina permanecem em investigação

O que o estudo mostrou

Os autores descrevem a REDs como um espectro de alterações induzidas pela baixa disponibilidade energética (LEA), que é apontada como causa subjacente de todos os sintomas do conceito, afetando ambos os sexos. A LEA de curto e longo prazo, em conjunto com fatores moderadores, pode gerar mudanças mal adaptativas que comprometem múltiplos sistemas fisiológicos, saúde, bem-estar e desempenho esportivo. O tratamento recomendado foca principalmente em modificações comportamentais e de estilo de vida que corrijam o déficit energético, além do manejo de sintomas como disfunção menstrual e lesões ósseas de estresse. Terapias emergentes voltadas à leptina e ao eixo activina-folistatina-inibina são discutidas como perspectivas futuras cujos papéis ainda precisam ser plenamente elucidados

Método

Revisão narrativa da literatura sobre a fisiopatologia da baixa disponibilidade energética (LEA) e da síndrome REDs, incluindo efeitos neuroendócrinos, ósseos, imunológicos e hematológicos, e discussão de abordagens de tratamento não farmacológicas, comportamentais e de estilo de vida, além de terapias potenciais direcionadas à fisiologia subjacente (leptina e eixo activina-folistatina-inibina)

Aplicação clínica

Reforça a importância de reconhecer a baixa disponibilidade energética como causa central da REDs em atletas de ambos os sexos e populações militares, e de priorizar a correção do déficit energético por meio de estratégias nutricionais, comportamentais e de estilo de vida. Também orienta o manejo de complicações como disfunção menstrual e lesões ósseas de estresse. O reconhecimento de que homens também podem ser afetados amplia a triagem clínica

Limitações

Revisão narrativa sem protocolo sistemático de busca ou metanálise; ausência de amostra e desfechos quantitativos; muitas recomendações de tratamento se baseiam em fisiopatologia e não em ensaios clínicos robustos; as terapias direcionadas à leptina e ao eixo activina-folistatina-inibina permanecem experimentais e sem eficácia clínica estabelecida

O que não afirmar

Não afirmar que existe tratamento farmacológico aprovado ou comprovado para reverter a REDs; não afirmar que leptina ou moduladores do eixo activina-folistatina-inibina previnem fraturas de estresse ou melhoram desempenho, pois seus papéis ainda não foram elucidados; não afirmar que a suplementação ou terapia hormonal substitui a correção do déficit energético; não extrapolar como aconselhamento individual a pacientes

Fonte

Endocrine Reviews · 15 de mar. de 2024

DOI: 10.1210/endrev/bnae011

Publicado no periódico: 15 de mar. de 2024 · Publicado na Science Play: 02 de set. de 2026

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