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Suplementação de proteína com treino de força e composição corporal: metanálise em rede bayesiana com modelagem dose-resposta

Dose-structure-population interactions of protein supplementation combined with resistance training on body composition: a Bayesian network meta-analysis with dose-response modeling.

Publicado em

C

Grau de evidência · Padrão GRADE

Evidência baixa, limitada, use cautela

Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.

Tipo de estudo
Metanálise em rede bayesiana de ensaios clínicos randomizados com modelagem dose-resposta
Amostra
36 ECRs, 1.552 participantes, 89 braços de tratamento, formando rede totalmente conectada de oito nós
Certeza do resultado
Baixause cautela
Aplicável na prática?
Com ressalvas
Risco de superinterpretação
Alto · 4 de 5

Bottom line

Entre os suplementos proteicos comumente disponíveis, o whey a cerca de 30 a 35 g/dia associou-se aos maiores ganhos de massa magra quando combinado com treino de força, embora a estimativa dose-resposta seja exploratória. Idosos podem se beneficiar de estratégias com caseína ou proteína mista, pois a vantagem do whey diminui nessa população.

O que o estudo mostrou

Para massa corporal magra (LBM), o whey ficou em primeiro lugar (SUCRA = 0,91; diferença média vs. placebo: +1,24 kg, IC de credibilidade 95% 0,61 a 1,87), seguido por leite (SUCRA = 0,78; +1,18 kg) e caseína (SUCRA = 0,72; +0,92 kg). A curva dose-resposta do whey indicou platô em 30 a 35 g/dia. Em idosos com 65 anos ou mais, a superioridade do whey se reduziu (SUCRA = 0,89 vs. 0,92 em adultos jovens), enquanto a SUCRA da caseína aumentou de 0,68 para 0,76. As proteínas de origem vegetal mostraram estimativas de efeito menores que as derivadas de laticínios. Convergência satisfatória (R^ = 1,01; ESS = 3.420) e node-splitting sem inconsistência significativa (todos p > 0,10).

Método

Busca sistemática em PubMed, Web of Science, Scopus, SPORTDiscus, Cochrane CENTRAL e EMBASE até fevereiro de 2026. ECRs comparando suplementos proteicos (whey, caseína, soja, ervilha, arroz, leite ou blend) versus placebo durante treino de força supervisionado por pelo menos 6 semanas. Metanálise em rede de efeitos aleatórios bayesiana com gemtc e JAGS. Curvas dose-resposta ajustadas com splines cúbicas restritas. Registro PROSPERO CRD420261340515.

Aplicação clínica

Em programas de treino de força supervisionado com objetivo de ganho de massa magra, o whey em torno de 30 a 35 g/dia representa uma opção com maior estimativa de efeito entre as proteínas avaliadas. Doses acima desse intervalo tendem a não trazer ganho adicional para LBM segundo o platô observado. Em idosos, caseína ou estratégias de proteína mista podem ser consideradas dada a redução da vantagem relativa do whey.

Limitações

Análise de subgrupo em idosos limitada a nove ensaios com possível instabilidade de ranking. Estimativa dose-resposta declarada como exploratória pelos autores. Evidência para proteínas vegetais de certeza baixa a muito baixa com intervalos de credibilidade amplos. Duração mínima de intervenção de 6 semanas pode não capturar efeitos de longo prazo. Desfecho principal centrado em massa magra e composição corporal.

O que não afirmar

Não afirmar que o whey é superior de forma definitiva em idosos, pois a vantagem se reduz nessa população. Não afirmar que doses acima de 30 a 35 g/dia geram ganhos adicionais de massa magra. Não afirmar equivalência ou inferioridade definitiva das proteínas vegetais, dada a baixa certeza. Não extrapolar os resultados para desfechos de força, desempenho ou saúde clínica não avaliados. Não interpretar a modelagem dose-resposta como prescrição definitiva, pois é exploratória.

Fonte

Frontiers in nutrition · 2026

DOI: 10.3389/fnut.2026.1860234

Publicado no periódico: 2026 · Publicado na Science Play: 22 de ago. de 2026

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