Treinamento combinado aeróbio-resistido com suplementação de taurina reduz asprosina e eleva spexina em homens com obesidade: ensaio clínico randomizado de 12 semanas
Combined Aerobic-Resistance Training and Taurine Supplementation Reduce Asprosin and Elevate Spexin in Men with Obesity: A 12-Week Supplement-Blinded, Randomized Controlled Trial.
Publicado em
Grau de evidência · Padrão GRADE
Evidência baixa, limitada, use cautela
Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.
- Tipo de estudo
- Ensaio clínico randomizado, controlado por placebo, cego para a suplementação, com 4 grupos paralelos
- Amostra
- 44 homens obesos alocados em 4 grupos de 11: controle mais placebo (CON), taurina isolada (SUP; 3 g/dia), exercício mais placebo (EX) e exercício mais taurina (EX + SUP)
- Certeza do resultado
- Baixause cautela
- Aplicável na prática?
- Com ressalvas
- Risco de superinterpretação
- Alto · 4 de 5
Bottom line
Em homens com obesidade, o treinamento combinado aeróbio-resistido associado à taurina foi estatisticamente superior a cada modalidade isolada na modulação de adipocinas e na composição corporal ao longo de 12 semanas, mas os achados são preliminares e exploratórios dado o tamanho amostral pequeno.
O que o estudo mostrou
Houve interação Grupo x Tempo significativa para os cinco desfechos (todos p < 0,05). O grupo EX + SUP obteve as maiores reduções de asprosina (delta = -11,20 ng/mL, p < 0,001), massa corporal (delta = -5,50 kg, p = 0,003), IMC (delta = -1,80 kg/m2, p = 0,002) e percentual de gordura (delta = -4,90%, p < 0,001), além da maior elevação de spexina (delta = +0,29 ng/mL, p < 0,001), com tamanhos de efeito grandes (Cohen d de 1,17 a maior ou igual a 1,87). O grupo CON não apresentou mudança significativa em nenhuma variável.
Método
Protocolo de 12 semanas combinando treino aeróbio a 60% da frequência cardíaca de reserva (fórmula de Karvonen) e treino resistido progressivo a 60% de 1RM, com carga reajustada a cada quatro semanas. Asprosina e spexina plasmáticas medidas por ELISA; percentual de gordura corporal por bioimpedância. Análise por ANOVA de medidas repetidas de duas vias com correção de Bonferroni e tamanho de efeito de Cohen.
Aplicação clínica
Reforça o valor do treinamento combinado aeróbio-resistido como estratégia central no manejo da obesidade masculina. A adição de taurina (3 g/dia) surge como hipótese complementar de interesse, porém ainda sem validação suficiente para recomendação clínica rotineira. Útil como base para discussão de futuras intervenções e para desenho de estudos maiores.
Limitações
Amostra pequena (n = 11 por grupo), limitando o poder estatístico e a precisão das estimativas; população restrita a homens com obesidade, sem generalização para mulheres ou outras faixas de IMC; composição corporal avaliada por bioimpedância (menor acurácia que métodos de referência); asprosina e spexina são biomarcadores substitutos, sem desfechos clínicos duros; duração de apenas 12 semanas; controle dietético e adesão detalhada não informados no estudo.
O que não afirmar
Não afirmar que a taurina isoladamente reduz peso ou modula adipocinas de forma clinicamente relevante. Não afirmar benefício sobre desfechos clínicos como diabetes, eventos cardiovasculares ou mortalidade. Não extrapolar para mulheres, crianças ou indivíduos sem obesidade. Não apresentar a taurina como tratamento aprovado ou substituto de intervenções estabelecidas para obesidade.
Fonte
Nutrients · 16 de jul. de 2026
DOI: 10.3390/nu18142325Publicado no periódico: 16 de jul. de 2026 · Publicado na Science Play: 30 de jul. de 2026
Science Play · Camada de ação
Agora transforme essa evidência em ação
Aplique, ensine ou comunique este estudo, com responsabilidade científica.
O que fazer com essa evidência?
Escolha sua profissão e contexto e receba a aplicação prática, sem exagero, respeitando as ressalvas do estudo.
Transforme esta evidência em conteúdo
Ciência aplicada, sem hype. Cada peça respeita o grau de evidência da análise.