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Efeitos do treinamento de força na composição corporal e no desempenho físico em idosos com osteossarcopenia: uma metanálise

Effects of Strength Training on Body Composition, Physical Performance, and Protein or Calcium Intake in Older People with Osteosarcopenia: A Meta-Analysis.

Publicado em

C

Grau de evidência · Padrão GRADE

Evidência baixa, limitada, use cautela

Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.

Tipo de estudo
Revisão sistemática com metanálise de ensaios clínicos randomizados
Amostra
7 ECRs com 349 participantes (de 141 registros identificados)
Certeza do resultado
Baixause cautela
Aplicável na prática?
Com ressalvas
Risco de superinterpretação
Alto · 4 de 5

Bottom line

Em idosos com osteossarcopenia, o treinamento de força aumenta a massa muscular esquelética, a força de preensão manual e a ingestão de proteína, mas não demonstrou efeito significativo sobre densidade óssea, gordura corporal global ou velocidade da marcha.

O que o estudo mostrou

O treinamento de força mostrou aumento significativo no índice de massa muscular esquelética (SMMI; p < 0,01), na força máxima de preensão manual isométrica (MIHS; p = 0,03) e na ingestão de proteína (p = 0,03). Não houve diferenças significativas em densidade mineral óssea (BMD), percentual de gordura corporal (BFP), velocidade da marcha e ingestão de cálcio. Na análise por subgrupos, houve redução significativa do BFP (p = 0,01) a favor do treino com banda elástica versus treino resistido, sem diferença significativa em BMD.

Método

Busca sistemática entre julho de 2024 e agosto de 2025 em cinco bases de dados (PubMed, Medline, CINAHL Complete, Scopus e Web of Science). Aplicação das ferramentas PRISMA, TESTEX, RoB 2 e GRADE para avaliar qualidade metodológica e certeza da evidência. Cálculo do tamanho de efeito por Hedge's g para composição corporal, desempenho físico e ingestão de proteína ou cálcio. Protocolo registrado no PROSPERO (CRD42025643858).

Aplicação clínica

O treinamento de força pode ser considerado como componente do manejo de idosos com osteossarcopenia com o objetivo de aumentar massa muscular esquelética e força de preensão manual. O treino com banda elástica pode ser uma opção para reduzir gordura corporal. A adequação da ingestão proteica deve acompanhar a intervenção. Os benefícios sobre densidade óssea e velocidade de marcha não foram demonstrados neste conjunto de evidências.

Limitações

Número reduzido de ensaios (7) e de participantes (349); heterogeneidade nos protocolos de treinamento (doses e tipos); ausência de padronização dos desfechos; análises de subgrupos baseadas em poucos estudos; possível risco de viés nos estudos primários; certeza de evidência limitada segundo GRADE.

O que não afirmar

Não afirmar que o treinamento de força aumenta a densidade mineral óssea em idosos com osteossarcopenia, pois não houve diferença significativa. Não afirmar que melhora a velocidade da marcha ou reduz gordura corporal global. Não afirmar que a banda elástica é superior ao treino resistido de forma generalizada, pois a vantagem em gordura corporal deriva de análise de subgrupo com poucos estudos. Não extrapolar para prevenção de fraturas ou desfechos clínicos não avaliados no estudo.

Fonte

Nutrients · 02 de set. de 2025

DOI: 10.3390/nu17172852

Publicado no periódico: 02 de set. de 2025 · Publicado na Science Play: 19 de jul. de 2026

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