Treino de força, mas não a leucina, aumentou a síntese proteica muscular basal e reverteu a fragilidade em idosas com ingestão proteica otimizada
Resistance training, but not leucine, increased basal muscle protein synthesis and reversed frailty in older women consuming optimized protein intake.
Publicado em
Grau de evidência · Padrão GRADE
Evidência baixa, limitada, use cautela
Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.
- Tipo de estudo
- Ensaio clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo
- Amostra
- 19 participantes
- Certeza do resultado
- Baixause cautela
- Aplicável na prática?
- Com ressalvas
- Risco de superinterpretação
- Alto · 4 de 5
Bottom line
O treino de força combinado com ingestão proteica adequada (1,2 g/kg/d) melhorou o fenótipo de fragilidade e aumentou a síntese proteica muscular basal, o tamanho das miofibras tipo 1 e 2a e a massa magra total em idosas pré-frágeis/frágeis. A suplementação de leucina não adicionou benefício anabólico.
O que o estudo mostrou
A MyoFSR geral aumentou 47%, com aumento concomitante da área de secção transversal (CSA) das miofibras tipo 1 e 2a (16% e 28%, respectivamente) e da massa magra total (2%). Os níveis totais de AKT, S6 e AMPKα não se alteraram. A fosforilação de AKT e S6 aumentou no estado pós-prandial antes do RT, sem mudança após o RT. O número de critérios de fragilidade foi reduzido em 64%, com melhorias na função física e força. A leucina não trouxe benefício anabólico adicional.
Método
Participantes realizaram 12 semanas de treino de força (RT) com dieta otimizada em proteína (1,2 g·kg peso corporal-1·d-1) e foram randomizadas para 7,5 g/d de leucina (Leu) ou placebo com 5,1 g/d de alanina (Ala). Desfecho primário: taxa fracional de síntese miofibrilar (MyoFSR) nos estados pós-absortivo e pós-prandial. Desfechos secundários: conteúdo e expressão proteica, 1-repetição máxima (1RM), composição corporal por DXA e perfis de miofibras.
Aplicação clínica
Em mulheres idosas pré-frágeis ou frágeis, o treino de força estruturado por 12 semanas associado a ingestão proteica de 1,2 g/kg/d pode melhorar o fenótipo de fragilidade, a força e a massa magra. A suplementação isolada de leucina não parece agregar benefício anabólico quando a ingestão proteica já está otimizada.
Limitações
Amostra pequena (n=19); população restrita a mulheres idosas, limitando a extrapolação para homens ou outras faixas etárias; ausência de grupo sem treino de força para isolar o efeito do RT; duração relativamente curta (12 semanas); desfechos anabólicos moleculares com variabilidade individual.
O que não afirmar
Não afirmar que a leucina é ineficaz em todos os contextos, pois o estudo avaliou o cenário específico de ingestão proteica já otimizada. Não afirmar benefício para homens idosos ou para idosos sem fragilidade, pois não foram estudados. Não afirmar que o treino de força isolado explica todos os efeitos, já que não houve grupo controle sem RT. Não extrapolar os resultados para períodos superiores a 12 semanas.
Fonte
GeroScience · 01 de jun. de 2026
DOI: 10.1007/s11357-025-01877-2Publicado no periódico: 01 de jun. de 2026 · Publicado na Science Play: 03 de ago. de 2026
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