Status de vitamina D e risco de obesidade sem síndrome metabólica diagnosticada: metanálise de estudos observacionais
Relationship between Vitamin D Status and the Risk of Obesity without Diagnosed Metabolic Syndrome: A Meta-Analysis of Observational Studies.
Publicado em
Grau de evidência · Padrão GRADE
Evidência baixa, limitada, use cautela
Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.
- Tipo de estudo
- Revisão sistemática com metanálise de estudos observacionais
- Amostra
- 74 estudos observacionais com 110.838 indivíduos, identificados a partir de 5.283 artigos (busca até janeiro de 2025)
- Certeza do resultado
- Baixause cautela
- Aplicável na prática?
- Com ressalvas
- Risco de superinterpretação
- Alto · 4 de 5
Bottom line
O status de vitamina D mostrou-se inversamente associado ao risco de obesidade metabolicamente saudável, independentemente de idade e grau de obesidade, embora inconsistências estejam ligadas aos métodos de detecção e critérios de avaliação.
O que o estudo mostrou
As concentrações séricas/plasmáticas de 25-hidroxivitamina D associaram-se negativamente ao risco de obesidade saudável (diferença média=-3,98; IC 95%, -4,70 a -3,27). A prevalência de deficiência de vitamina D foi maior em participantes com obesidade do que em controles (OR, 2,02; IC 95%, 1,73 a 2,36). A insuficiência de vitamina D associou-se positivamente ao risco de obesidade (OR, 1,17; IC 95%, 1,04 a 1,32), com significância apenas em subgrupos específicos (adolescentes, obesidade leve e métodos ELISA ou LC-MS/MS). Diferenças significativas foram observadas em todos os subgrupos, exceto os que usaram detecção por LC-MS/MS para 25-hidroxivitamina D e os que definiram deficiência como concentração abaixo de 10 ou 12 ng/mL.
Método
Busca sistemática em PubMed, Embase, Web of Science, Wanfang, China Science and Technology Periodical Database e Cochrane Database of Systematic Reviews. Estimativas agrupadas obtidas com RevMan 5.3. Análises de subgrupo por idade, método de detecção da vitamina D, critério de avaliação e grau de obesidade.
Aplicação clínica
Reforça a relevância de considerar a avaliação do status de vitamina D em indivíduos com obesidade, reconhecendo maior prevalência de deficiência nesse grupo. A associação observada é epidemiológica e não indica, por si só, que a suplementação reduza o risco ou o grau de obesidade.
Limitações
Desenho observacional sem inferência causal; heterogeneidade significativa entre estudos; resultados dependentes do método de detecção (divergência em LC-MS/MS) e dos pontos de corte de deficiência/insuficiência; possível causalidade reversa; ausência de dados sobre desfechos clínicos de intervenção. Uso do RevMan 5.3 limitado a essa modelagem.
O que não afirmar
Não afirmar que a deficiência de vitamina D causa obesidade nem que a suplementação de vitamina D previne, trata ou reverte a obesidade. Não extrapolar para benefício clínico de intervenção, pois o estudo é observacional e não avaliou suplementação como desfecho.
Fonte
Journal of obesity & metabolic syndrome · 30 de out. de 2026
DOI: 10.7570/jomes25048Publicado no periódico: 30 de out. de 2026 · Publicado na Science Play: 31 de out. de 2026
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