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Vitamina D, PTH e composição corporal em mulheres obesas na pré e pós-menopausa

Comparison of vitamin D, parathyroid hormone, and body composition in obese premenopausal and postmenopausal women.

Publicado em

C

Grau de evidência · Padrão GRADE

Evidência baixa, limitada, use cautela

Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.

Tipo de estudo
Estudo observacional retrospectivo, transversal
Amostra
400 mulheres obesas (200 pré-menopausa e 200 pós-menopausa)
Certeza do resultado
Baixause cautela
Aplicável na prática?
Com ressalvas
Risco de superinterpretação
Alto · 4 de 5

Bottom line

Neste grupo de mulheres obesas, a hipovitaminose D foi altamente prevalente (83,75%) e níveis mais baixos de vitamina D associaram-se a maior peso, adiposidade e PTH elevado, com padrões de correlação distintos entre pré e pós-menopausa.

O que o estudo mostrou

A vitamina D sérica média foi significativamente menor nas mulheres na pré-menopausa comparadas às na pós-menopausa (16,91 ± 13,17 vs. 22,59 ± 16,49 ng/mL, p < 0,05). No total, 83,75% (n = 335) apresentaram deficiência ou insuficiência de vitamina D e apenas 16,25% (n = 65) tinham níveis normais. O IMC não diferiu entre os grupos (p > 0,05). Na pré-menopausa, a vitamina D correlacionou-se negativamente com PTH e conteúdo mineral. Na pós-menopausa, a vitamina D correlacionou-se negativamente com IMC, peso corporal, percentual de gordura e PTH (p < 0,05).

Método

Estudo retrospectivo que avaliou composição corporal por análise de bioimpedância (TANITA-48M) e parâmetros bioquímicos, incluindo vitamina D sérica e PTH, por métodos laboratoriais padrão. Foram analisadas correlações entre vitamina D, PTH e parâmetros de composição corporal, incluindo peso e conteúdo mineral ósseo.

Aplicação clínica

Reforça a atenção ao status de vitamina D em mulheres obesas, tanto na pré quanto na pós-menopausa, dada a alta prevalência de deficiência ou insuficiência observada. A avaliação conjunta de vitamina D e PTH pode compor a investigação metabólica e óssea nesse grupo, sempre integrada ao quadro clínico individual.

Limitações

Desenho retrospectivo e transversal, que não permite estabelecer causalidade nem direção temporal. Amostra composta apenas por mulheres obesas de origem não detalhada, limitando a generalização. Composição corporal avaliada por bioimpedância, método com limitações de precisão. Ausência de controle de fatores como exposição solar, sazonalidade, ingestão, suplementação e etnia não informada no estudo. Não há grupo de mulheres não obesas para comparação.

O que não afirmar

Não afirmar que a deficiência de vitamina D cause obesidade ou aumento de adiposidade, nem o contrário, pois o estudo mostra apenas correlações. Não afirmar que a suplementação de vitamina D reduza peso, gordura corporal ou PTH, pois isso não foi testado. Não extrapolar os achados para homens, mulheres não obesas ou outras populações. Não afirmar benefício sobre desfechos ósseos clínicos como fraturas.

Fonte

Endocrine · 04 de mai. de 2026

DOI: 10.1007/s12020-026-04652-1

Publicado no periódico: 04 de mai. de 2026 · Publicado na Science Play: 31 de jul. de 2026

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