Suplementação de vitamina D não altera testosterona total nem marcadores de biodisponibilidade androgênica em homens adultos: revisão sistemática e metanálise
Vitamin D Supplementation, Total Testosterone, and Androgen Bioavailability Markers in Adult Men: A Systematic Review and Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials.
Publicado em
Grau de evidência · Padrão GRADE
Evidência baixa, limitada, use cautela
Confiança limitada no resultado. Mesmo padrão de avaliação usado por Cochrane e OMS.
- Tipo de estudo
- Revisão sistemática e metanálise de ensaios clínicos randomizados
- Amostra
- 27 relatos retidos para síntese qualitativa; 18 candidatos à síntese quantitativa, operacionalizados em 21 registros em nível de comparação. O modelo primário de testosterona total incluiu 11 comparações. Número total de participantes não informado no estudo
- Certeza do resultado
- Baixause cautela
- Aplicável na prática?
- Com ressalvas
- Risco de superinterpretação
- Alto · 4 de 5
Bottom line
A evidência randomizada atual não demonstra efeito estatisticamente claro ou reproduzível da suplementação de vitamina D sobre testosterona total ou marcadores de biodisponibilidade androgênica em homens adultos.
O que o estudo mostrou
Não houve efeito claro da suplementação de vitamina D sobre a testosterona total (MD 0,47 nmol/L; IC95% -0,50 a 1,44; I2 = 24,1%). Também não houve efeitos claros para SHBG (MD 0,27 nmol/L; IC95% -2,14 a 2,68), FAI (MD -0,37; IC95% -4,28 a 3,55), testosterona livre calculada (MD -0,0096 nmol/L; IC95% -0,0525 a 0,0332) ou testosterona bioativa (MD -0,47 nmol/L; IC95% -1,77 a 0,83). Certeza GRADE baixa para TT, SHBG e FAI; muito baixa para FT calculada e BAT
Método
Revisão registrada no PROSPERO (CRD420261365005) e conduzida segundo PRISMA 2020 e orientação metodológica Cochrane. Buscas desde o início das bases até abril de 2026 em PubMed, Web of Science, Scopus, ClinicalTrials.gov e WHO ICTRP (Embase planejado, mas não pesquisado por falta de acesso institucional, com emenda antes da triagem). Deduplicação no Zotero. Metanálises com modelos de efeitos aleatórios REML com ajuste Hartung-Knapp. Desfechos: testosterona total (TT), SHBG, índice de androgênio livre (FAI), testosterona livre calculada (como evidência de sensibilidade) e testosterona bioativa (como evidência exploratória)
Aplicação clínica
Em homens adultos, a suplementação de vitamina D não deve ser indicada com o objetivo de elevar testosterona total ou melhorar marcadores de biodisponibilidade androgênica. A reposição de vitamina D permanece justificada por suas indicações estabelecidas (homeostase do cálcio e saúde óssea), não por efeitos androgênicos.
Limitações
Certeza GRADE baixa a muito baixa em todos os desfechos. Embase não foi pesquisado por falta de acesso institucional. 27 relatos não puderam ser avaliados por indisponibilidade de texto completo. Testosterona livre medida diretamente e calculada não são analiticamente equivalentes, de modo que a FT livre não foi combinada como desfecho primário (FT calculada tratada como sensibilidade e BAT como exploratória). Número de participantes, doses, duração e status basal de vitamina D não detalhados no texto fornecido.
O que não afirmar
Não afirmar que a vitamina D aumenta a testosterona ou melhora a fertilidade/função sexual masculina. Não afirmar que homens com deficiência de vitamina D terão ganho androgênico com a reposição. Não extrapolar para populações específicas (hipogonádicos, atletas, idosos) não caracterizadas. Não usar como base para prescrição de vitamina D com finalidade hormonal.
Fonte
Nutrients · 26 de jun. de 2026
DOI: 10.3390/nu18132090Publicado no periódico: 26 de jun. de 2026 · Publicado na Science Play: 20 de jul. de 2026
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