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Álcool: Uma droga legalizada?

O consumo excessivo de álcool é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, afetando globalmente as taxas de mortalidade. Nesse aspecto, na sociedade moderna, seria esta uma droga legalizada? Entenda a seguir. 



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Efeitos do Consumo de Álcool

Pesquisas apontam que o consumo moderado de bebidas alcoólicas podem desempenhar alguns benefícios à saúde. A exemplo disso, uma taça de vinho ao dia pode exercer efeitos cardioprotetores ao indivíduo. Porém, quando a ingestão assume caráter desenfreado, tal hábito se mostra como um potente fator de risco para as DCNTs. Além disso, nestes casos surgem os potenciais riscos de dependência química a longo prazo, embora não seja uma substância reconhecida como ilegal.  

Doenças Associadas ao Álcool

Nesse sentido, altas doses de álcool seguidas estão relacionadas ao desenvolvimento de câncer e também de doenças hepáticas. Nesse sentido, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) classificou-o como um carcinógeno do grupo 1 por sua toxicidade ao organismo humano. Assim, os efeitos psicoativos causados pelas bebidas alcoólicas, são danosos ao consumidor e a terceiros, como no caso de acidentes automobilísticos ocasionados pelo consumo de álcool antes da direção. 

Quanto de Álcool Consumir?

Dados da Comissão Federal Suíça para Questões de Álcool (EKAL) sugerem uma ingestão para mulheres saudáveis de cerca de 12 g e de 24 g para homens, durante um dia. Essa recomendação pode variar entre os países e os efeitos das doses consumidas, são altamente variáveis entre os indivíduos. Vale ressaltar, que apesar destas bebidas serem legalizadas apenas para maiores de 18 anos, no Brasil observa-se um consumo crescente entre os jovens adolescentes que são expostos precocemente aos efeitos deletérios dessa droga. Logo, o consumo consciente e moderado do álcool, deve ser incentivado cada vez mais pelos profissionais de saúde.

Prática Clínica

Portanto, na prática clínica, você nutricionista deve incentivar o consumo moderado de bebidas alcoólicas. Além de reforçar os efeitos deletérios à saúde. Vale também explicar sobre a quantidade calórica do álcool, que no organismo promove retenção hídrica e é prejudicial também a massa muscular. Portanto, os pacientes que buscam hipertrofia muscular, bem como os que estão em busca do emagrecimento, devem estar atentos à ingestão de álcool, e, por fim, evitar sempre que possível. 

Referências Bibliográficas

Artigo: Consumo de álcool:Suter, F., Pestoni, G., Sych, J. et al. Consumo de álcool: contexto e associação com mortalidade na Suíça. Eur J Nutr 62 , 1331–1344 (2023). https://doi.org/10.1007/s00394-022-03073-w

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