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Ômega-3 em Idosos: Quando suplementar?

Com a expectativa de vida aumentando em nosso país, assim como a prevalência de doenças não transmissíveis relacionadas à idade (DNTs), intervenções nutricionais se tornam ferramentas necessárias para melhorar os resultados clínicos e reduzir os custos de saúde em idosos.



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Funções do Ômega-3


Da família dos ácidos graxos poli-insaturados (PUFAs), incluindo em sua composição principalmente o ácido alfa-linolênico (ALA), o ácido eicosapentaenoico (EPA) e o ácido docosa-hexaenoico (DHA), o Ômega-3 possui diversos benefícios comprovados, dentre eles: melhora na cognição, aumento do HDL (colesterol “bom”), controle de níveis séricos de colesterol, melhora da recuperação muscular e grandes efeitos anti-inflamatórios, trazendo um papel benéfico em diversos processos fisiológicos.


Por ser um ácido graxo essencial, ele não é sintetizado em nosso organismo, por isso, deve ser consumido através da alimentação. Presentes em peixes de água fria, como salmão e atum, podem ser encontrados também em sementes e óleos vegetais.


Influência do Ômega-3 em Idosos


Com o aumento da idade, atingir a ingestão adequada de nutrientes torna-se difícil devido à alterações no apetite e na fisiologia gastrointestinal, mudanças em dentição, saúde da gengiva e da boca e pelo uso de medicações. Dessa forma, torna-se viável suplementar o ômega-3 quando não existe o seu consumo através da alimentação, e também, com o intuito de prevenir doenças relacionadas à cognição, e em tratamentos de doenças relacionadas à idade, como a sarcopenia.


Estudos demonstraram que a suplementação preventiva de Ômega-3, em idosos saudáveis, manteve à integridade da massa branca do cérebro (responsável pelas sinapses), o volume da massa cinzenta do cérebro (córtex cerebral que desempenha funções de pensamento, movimento voluntário e linguagem), acompanhado de função executiva melhorada.


Na sarcopenia, doença responsável pela alteração da musculatura esquelética e redução de força, existem citocinas pró-inflamatórias relacionadas à “degradação” muscular, e consequentemente, os efeitos anti-inflamatórios do õmega-3, atuam na prevenção na perda de massa magra, auxiliando na manutenção da mesma.


Prática Clínica


Portanto, considerando os benefícios citados, ter a ingestão adequada de ômega-3 em indivíduos de maior idade é essencial. Algumas organizações de saúde recomendam a quantidade diária de 250mg a 500mg de EPA e DHA para indivíduos saudáveis. Porém, se tratando de idosos, deve-se interpretar fatores como histórico clínico, alimentar e farmacológico, além da capacidade funcional, distúrbios relacionados à idade e à saúde mental, com o intuito de adequar a dosagem. Assim, cada indivíduo deve ser analisado individualmente para verificar a necessidade de aumento da dose sugerida e o manejo porcentual entre os PUFAs.


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Referências Bibliográficas


Troesch, B., Eggersdorfer, M., Laviano, A., Rolland, Y., Smith, A. D., Warnke, I., Weimann, A., & Calder, P. C. (2020). Expert Opinion on Benefits of Long-Chain Omega-3 Fatty Acids (DHA and EPA) in Aging and Clinical Nutrition. Nutrients, 12(9), 2555.

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