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1000 Dias da Criança: Porque tão importante?

O foco nos primeiros 1000 dias da criança é importante por se tratar de um período crítico para o estabelecimento de bases sólidas para a saúde e o desenvolvimento futuro. Com isso, o investimento nesse período pode ter impactos positivos de longo prazo na vida da criança, proporcionando crescimento e desenvolvimento saudáveis. 

Nessa mesma direção temos a puericultura, a qual consiste em um acompanhamento periódico visando a promoção e proteção da saúde do público infantil. Sendo assim, essa “especialidade” pediátrica é responsável pela saúde física e emocional da criança, acompanhando todos os aspectos do seu desenvolvimento e da sua nutrição, a fim de garantir uma boa evolução da criança ao longo da vida. A partir deste acompanhamento, é possível reduzir os índices de mortalidade infantil, visto que é realizada a produção de protocolos de suplementação e também trabalhado a importância e benefícios da amamentação. 

Um ambiente adequado e favorável proporciona estímulos positivos, segurança emocional e física, além de oportunidades para o crescimento saudável. Desta forma, é necessário acolher a criança e os familiares, os mantendo engajados e comprometidos, por meio da apresentação de materiais necessários para exames físicos completos e constante atualização do profissional, bem como seu trabalho junto a uma equipe multidisciplinar. 



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A primeira consulta do RN 

É ideal que aconteça no momento da apojadura para avaliar icterícia. Além disso, não se pode esquecer de dados importantes como informações relacionadas ao nascimento, além de realizar orientações sobre a amamentação e avaliação da mamada, explicando sobre os 1000 dias e sua importância, sobre puericultura e também trabalhar estratégias voltadas para o cuidado materno. 

Perda de Peso no RN

É  esperado que o recém nascido recupere o peso entre 100 dias de vida, porém com supervisão. Também é ideal nunca ultrapassar 3 semanas de vida para recuperar o PN, no entanto, vale lembrar que prematuros podem perder 15% do peso

Além disso, a amamentação é um processo essencial para a saúde do bebê. Sendo esta considerada padrão ouro na alimentação e nutrição da criança, sobretudo até os seis meses de vida, além de ser o principal alimento em crianças de até um ano de idade. Dados do Ministério da Saúde apontam que apenas 63,4% dos nascidos vivos mamam na primeira hora de vida e que apenas 45,5% das crianças brasileiras mamam exclusivamente até os 6 meses de idade. 

Por isso, é recomendado que haja consultas mensais entre 3 a 6 meses, e consultas a cada 2 meses entre 7 meses a 1 ano.  

1000 Dias: Cabe Suplementação Infantil?

Dados revelam que aproximadamente 33% das crianças brasileiras menores de 7 anos são anêmicas, indicando uma alta prevalência desse problema de saúde. Outro dado alarmante é que cerca de 15% das crianças brasileiras sofrem de deficiência de vitamina B12, o que pode ter impactos negativos em seu desenvolvimento. 

Embora haja protocolos oficiais de suplementação, é preocupante constatar que esses protocolos focam principalmente na deficiência de ferro, deixando de abordar a importância do zinco, outro nutriente essencial para o crescimento e desenvolvimento adequado das crianças. 

Sendo assim, observa-se que a partir de 1 ano de idade, as crianças tendem a diminuir a velocidade de crescimento, o que geralmente resulta em uma redução na quantidade de alimentos consumidos. Além de que nessa fase, as crianças passam a frequentar a escola, onde são expostas a novos ambientes, interações sociais e desafios cognitivos, que influenciam seu desenvolvimento físico e cognitivo. É também nessa etapa que ocorre uma formação intensa de ossos e dentes, destacando a importância de uma nutrição adequada e balanceada. 

Ademais, as crianças estão em pleno processo de formação imunológica, tornando-se mais suscetíveis a doenças. Portanto, é crucial garantir uma alimentação saudável, cuidados adequados, estímulo cognitivo e atenção à imunização nestes primeiros 1000 dias para promover o crescimento e o desenvolvimento saudáveis das crianças.

Referências Bibliográficas

BORDELEAU, Maude; COSSÍO, Lourdes Fernández de; CHAKRAVARTY, M. Mallar; TREMBLAY, Marie-Ève. From Maternal Diet to Neurodevelopmental Disorders: a story of neuroinflammation. Frontiers In Cellular Neuroscience, [S.L.], v. 14, n. 8, 15 jan. 2021. Frontiers Media SA.

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