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  • Foto do escritorKcal da Science Play

A endocrinologia do músculo esquelético

O músculo é um órgão endócrino, produzindo e liberando hormônios na corrente sanguínea para regular funções corporais. A endocrinologia considera as repercussões sistêmicas das glândulas endócrinas em todo o corpo, influenciando diversos órgãos. Estudos sobre a regulação da termogênese e do exercício físico evidenciaram o papel do músculo na produção de citocinas, como a IL-6, que afetam a homeostase da glicose e têm efeitos inflamatórios e anti-inflamatórios.


Inicialmente vista com dualidade de efeitos, a IL-6 pode ter impacto negativo ou positivo, influenciando a qualidade arterial, a obesidade e a homeostase da glicose. Durante o exercício, ela atua como um regulador metabólico, aumentando durante a atividade física, especialmente na corrida. A IL-6 está relacionada ao consumo de oxigênio e glicogênio muscular, contribuindo para a captação de glicose e a oxidação de gordura no músculo.


Embora a contração muscular melhore a qualidade metabólica, a miostatina, um regulador negativo, pode limitar a hipertrofia muscular. O uso de esteroides, como a trembolona, destinados ao abate de bovinos, pode causar diversos problemas em seres humanos.


Decorina


Tem um efeito favorável à hipertrofia e só aumenta em vigor com o exercício físico. A decorina é baixa em pessoas sedentárias e, quando utilizada na forma injetável, porém sem atividade física, não produz resultados, pois ela precisa ser liberada através do exercício físico, contribuindo com a IL-6 na regulação da glicose.


Sparc


É secretada quando o músculo se contrai com efeitos antitumorais, melhorando a produção de colágeno. Dessa forma, ao realizar exercício físico, são liberados diversos hormônios como sparc e decorina. Praticando exercícios fisicos e melhorando os hábitos saudáveis, é possível reduzir em até 40% os casos de câncer. 


PolyPill


A PolyPill, além de reduzir o risco de câncer de intestino e endométrio, destaca-se pela inclusão de exercícios físicos como parte essencial do tratamento contínuo. O exercício físico não apenas melhora os reflexos, a inteligência e diversas outras funcionalidades, incluindo condições como Alzheimer e cognição, mas também desencadeia mudanças anatômicas no cérebro, aprimorando sua função. Esse tipo de atividade, como a resistência, não só melhora a saúde mental em pessoas com e sem transtornos mentais, mas também está alinhado com nossa predisposição genética ao exercício físico.


"A pior maneira de ferir o seu corpo é não usá-lo" - Jack Lalanne


Prática Clinica


Considerando a influência do músculo como órgão endócrino e sua capacidade de regular hormônios como IL-6, importante na homeostase da glicose e com efeitos antitumorais, recomenda-se a integração de exercícios físicos na rotina de tratamento dos pacientes. A prática regular de exercícios, como corrida e resistência, não só promove a liberação de citocinas benéficas, como a decorina e a Sparc, mas também melhora a qualidade metabólica e reduz o risco de câncer em até 40%. Além disso, a PolyPill, ao incluir exercícios físicos, demonstra resultados positivos na prevenção de câncer de intestino e endométrio. Portanto, enfatiza-se a importância de prescrever e incentivar a atividade física como parte integrante do tratamento contínuo, visando não apenas melhorias físicas, mas também cognitivas e emocionais nos pacientes.

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Referências Bibliográficas


Fischer CP. Interleukin-6 in acute exercise and training: what is the biological relevance? Exerc Immunol Rev. 2006;12:6-33. PMID: 17201070.

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