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  • Foto do escritorKcal da Science Play

A Fisiologia por Trás da Ligação entre o Intestino e Depressão


Muitos tendem a pensar que o corpo opera de forma isolada, com cada sistema funcionando independentemente e sem conexão entre si. No entanto, nossa microbiota intestinal influencia nossas sensações, assim como as sensações também afetam nossa microbiota. Tudo está associado e interligado.


Essa afirmação é respaldada pelo fato de que mais de 50% dos pacientes com síndrome do intestino irritável também apresentam sintomas de ansiedade e depressão. Torna-se evidente, portanto, que pessoas com depressão possuem um perfil específico de microbiota e devem ser avaliadas de maneira minuciosa e individualizada.


Depressão e Sintomas Depressivos: Qual a Diferença?


A depressão é uma doença que envolve a atuação de neurotransmissores específicos. Os sintomas depressivos podem se manifestar de diversas formas, sendo a tristeza um exemplo comum. Essa sensação de tristeza pode provocar transformações significativas na vida do indivíduo, sendo um estado emocional que influencia profundamente seu bem-estar.


 “A tristeza te transforma, a depressão te paralisa”


Do Cérebro ao Intestino 


O simples ato de acordar já é um momento estressante que desencadeia a liberação do cortisol, despertando o corpo. O problema surge quando esse estresse se torna crônico, com o sistema nervoso simpático constantemente ativo, resultando em um aumento contínuo da frequência cardíaca, pressão arterial e liberação de hormônios do estresse, como a adrenalina.


Nesse contexto, ocorre uma vasoconstrição em diversas partes do corpo, incluindo o trato intestinal, como uma resposta ao estresse. Essa reação pode levar ao surgimento de problemas digestivos. Além disso, o intestino produz mais de 30 substâncias e neurotransmissores, muitos dos quais estão envolvidos na conexão e comunicação entre o trato intestinal e as emoções do indivíduo.


Teoria da Autointoxicação 


Essa teoria se baseia na acumulação de toxinas que não eram bem processadas pelo fígado e passam para o sistema nervoso central (SNC), desencadeando uma constipação exacerbada. Isso levanta preocupações quanto ao caso do paciente e destaca a necessidade de uma avaliação mais aprofundada.



Tratamento Não Medicamentoso Para Depressão


  • Atividade física

  • Meditação, 

  • Psicoterapia

  • Melhora intestinal


A melhora intestinal pode ser fundamental para a prevenção e cura de possíveis problemas gastrointestinais. Além disso, o estímulo à prática de exercícios físicos e outras atividades pode ser um excelente meio de promover a liberação de serotonina, o hormônio do bem-estar, que pode auxiliar nesses casos.


Probióticos Como Solução?


O uso de probióticos pode, de fato, auxiliar em alguns sintomas, mas na maioria das vezes apenas mascara o verdadeiro problema subjacente da doença. Utilizar probióticos em muitas situações é como aplicar algo bom em um solo inadequado; não adianta corrigir o topo se a base estiver comprometida.


Prática Clínica


Dessa forma, como nutricionistas, é essencial realizar uma análise minuciosa do paciente que apresenta problemas gastrointestinais. Nesse sentido, a dieta do Mediterrâneo frequentemente se destaca como a melhor opção para promover a melhora dessa condição, mas é fundamental avaliar sempre as necessidades específicas do paciente, como no caso de celíacos e intolerantes.


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Referências Bibliográficas


Tillisch K, Labus J, Kilpatrick L, Jiang Z, Stains J, Ebrat B, Guyonnet D, Legrain-Raspaud S, Trotin B, Naliboff B, Mayer EA. Consumption of fermented milk product with probiotic modulates brain activity. Gastroenterology. 2013 Jun;144(7):1394-401, 1401.e1-4. doi: 10.1053/j.gastro.2013.02.043. Epub 2013 Mar 6. PMID: 23474283; PMCID: PMC3839572.

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