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A OMS Não Recomenda a Utilização de Adoçantes Zero Calorias para Controle de Peso

Nesta segunda-feira (15/05), a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma diretriz atualizada que diz respeito ao consumo de adoçantes sem açúcar, enfatizando que eles não devem ser utilizados como uma estratégia de longo prazo para controlar o peso corporal. 

Esta medida abrange uma ampla gama de adoçantes não nutritivos, sejam eles sintéticos, naturais ou modificados. Visto que, estes não são considerados açúcares e são encontrados principalmente em bebidas e alimentos processados ou vendidos separadamente para serem utilizados como açúcar de adição. Os adoçantes citados pela OMS:

  1. Acesulfame de Potássio

  2. Aspartame

  3. Advantame

  4. Ciclamatos

  5. Neotame

  6. Sacarina

  7. Sucralose

  8. Estévia e derivados de Estévia;

Em contrapartida, a diretriz não menciona e nem se aplica a açúcar de baixa caloria e álcool de açúcar, conhecidos como polióis (eritritol e xilitol, por exemplo), pois estes possuem calorias e, por isso, não podem ser enquadrados como adoçantes. Além de também estimular o consumo de alimentos que contenham açúcar natural, como em frutas. No mais, essa recomendação não engloba produtos de higiene e cuidados pessoais que contenham essas substâncias como creme dental, cremes para a pele e medicamentos.

Nesse contexto, a determinação se embasa em uma série de estudos científicos que sugerem a utilização desses adoçantes a longo prazo, como prática ineficaz na redução da gordura corporal, em adultos ou crianças. Além de contribuir potencialmente para o risco aumentado de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e mortalidade em adultos. Embora essa seja uma orientação direcionada a indivíduos no geral, não é aplicável naqueles que apresentam quadro de diabetes pré-existente.

Francesco Branca, diretor de Nutrição e Segurança Alimentar da OMS, ressalta que “substituir açúcares livres por adoçantes sem açúcar não ajuda no controle de peso a longo prazo” e ainda ressalta que “as pessoas precisam considerar outras maneiras de reduzir a ingestão de açúcares livres, como consumir alimentos com açúcares naturais, como frutas, ou alimentos e bebidas sem açúcar”.

Ademais, de acordo com a OMS, a recomendação em relação aos adoçantes foi avaliada como medida condicional em função da possibilidade de confusão nas evidências em decorrência das metodologias características dos estudos e complexidades nos padrões de uso desses produtos. Por isso, quando necessário decisões políticas baseadas nesta diretriz, pode surgir a necessidade de discussões significativas em contextos específicos de cada país. Isso deve-se levar em conta que devemos considerar todo o contexto de consumo, bem como fatores relevantes da população em questão.

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