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  • Foto do escritorKcal da Science Play

Aspartame: Quais os possíveis riscos do consumo excessivo?

O aspartame é um adoçante artificial amplamente utilizado na indústria alimentícia e farmacêutica. Diante disso, tem sido alvo de debate em relação à sua segurança e possíveis riscos à saúde. Embora permita a redução do consumo calórico ao substituir o açúcar, estudos levantaram preocupações sobre seus subprodutos metabólicos serem mais prejudiciais do que a própria substância. Embora a relação causal direta entre o aspartame e certas doenças ainda não esteja clara, existem indicações de possíveis conexões que justificam uma investigação mais aprofundada.



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Aspartame e possíveis riscos à saúde

Alguns estudos sugerem que o consumo de aspartame pode ter impacto em condições como diabetes mellitus (DM). Observou-se que o consumo poderia influenciar os níveis de obesidade, intolerância à glicose e insulina, e até mesmo levar a alterações na microbiota dos filhotes de ratos. Em humanos, foram relatados casos de nascimento prematuro, reações alérgicas e ganho de peso em recém-nascidos associados também ao consumo desse adoçante. Além disso, estudos mostraram um aumento do risco de uma primeira menstruação precoce em meninas com idades entre 9 e 10 anos.

Além disso, seu consumo também tem sido associado a transtornos de humor, estresse mental e depressão, assim como a absorção materna durante a gravidez está relacionada ao autismo em crianças. Já o uso prolongado do aspartame influencia o córtex cerebral e cerebelar, podendo causar neurodegeneração, alterar as funções das células neuronais, interromper a homeostase, a aprendizagem e a memória.

Embora a pesquisa sugira que seu uso não causa hipersensibilidade, mesmo em indivíduos com sensibilidade documentada, foram relatados casos isolados em que a retirada de produtos que contêm aspartame resultou no desaparecimento da inflamação da pele. No entanto, estudos mostraram que em doses específicas, demonstraram propriedades analgésicas e anti-inflamatórias, contribuindo para a inibição da inflamação do ouvido causada pela dermatite atópica.

É importante ressaltar que o aspartame, que é metabolizado em fenilalanina, pode ser particularmente prejudicial para pessoas com fenilcetonúria. Durante a digestão, ele libera fenilalanina na corrente sanguínea, levando a um aumento nos níveis dessa substância. Portanto, é necessário ter cautela com indivíduos que possuem essa condição.

Genotoxicidade e Uso de Aspartame

A genotoxicidade do aspartame ainda é desconhecida, mas estudos mostraram que ele pode promover a proliferação celular e retardar a apoptose em células de teste, possuindo potenciais propriedades carcinogênicas. Estudos em animais mostraram que o aspartame, em uma dose de 200 mg/kg de peso corporal, leva a um aumento significativo nos marcadores associados ao câncer. A exposição a essa substância durante a gestação também foi associada ao aumento da incidência de linfomas/leucemias em descendentes do sexo feminino. No entanto, a relação entre o aspartame e possíveis cânceres pancreáticos, gástricos e endometriais ainda não foi definitivamente comprovada.

Levando em consideração seu amplo uso, é crucial ter uma compreensão abrangente dos benefícios, desvantagens e considerações de segurança associados ao aspartame. Atualmente, acredita-se que os riscos do seu uso estão associados ao consumo excessivo, o que leva à sua continuidade como ingrediente básico em diversos produtos. No entanto, devido ao seu uso generalizado, a pesquisa contínua sobre sua segurança é necessária.

Prática Clínica 

É essencial que os profissionais de saúde levem em conta as necessidades e condições de saúde de cada paciente. É fundamental realizar uma avaliação individualizada, considerando os benefícios e riscos potenciais do aspartame. Incentivar uma alimentação equilibrada e variada, com a utilização moderada de adoçantes artificiais, pode ser uma abordagem adequada para a prática clínica, visando sempre a promoção da saúde e o bem-estar dos pacientes. No caso de pacientes com fenilcetonúria é muito importante que o uso seja contraindicado, uma vez que o aspartame é metabolizado em fenilalanina. 

Referências Bibliográficas 

Assista o vídeo na Science Play com Francine Milani: Terapias integrativas no autismo 

Artigo: Aspartame – Czarnecka K, Pilarz A, Rogut A, et al. Aspartame-True or False? Narrative Review of Safety Analysis of General Use in Products. Nutrients. 2021;13(6):1957. Published 2021 Jun 7. doi:10.3390/nu13061957

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