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Aterramento e Inflamação: O simples que funciona

No ritmo acelerado da vida moderna, muitas vezes nos desconectamos inadvertidamente de nossa conexão fundamental com a natureza e com a Terra que nos sustenta. O ato simples de caminhar descalço sobre a terra, conhecido como aterramento, pode parecer trivial, mas é uma prática enraizada em tradições antigas que tem ganhado atenção nos últimos anos.

O “earthing”, também conhecido como aterramento, implica o contato direto da pele com a superfície terrestre. Dessa forma, práticas culturais e relatos históricos têm sugerido benefícios significativos para a saúde e o equilíbrio emocional a partir da relação entre aterramento e bem-estar humano, o que tem sido tema de discussões crescentes. Neste contexto, exploraremos não apenas as origens e bases culturais do aterramento, mas também as perspectivas científicas que buscam compreender seus possíveis impactos na saúde e no bem-estar.

Assim, é importante refletir sobre essa prática ancestral e examinar as investigações científicas atuais que buscam esclarecer os efeitos benéficos que o contato direto com a Terra pode oferecer à saúde humana e ao equilíbrio emocional.



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Descobertas recentes relacionadas ao aterramento

As descobertas até o momento revelam um conjunto de benefícios associados ao aterramento, que vai além das percepções culturais e subjetivas. Estudos científicos têm investigado os impactos do aterramento no sono, no ritmo do cortisol, na dor, no estresse e na resposta imune, desvendando uma série de resultados notáveis.

Em relação ao sono, uma pesquisa pioneira examinou os efeitos do aterramento em indivíduos com dor e problemas de sono. Os resultados revelaram que o aterramento durante o sono levou à normalização dos perfis diurnos de cortisol, um importante hormônio relacionado ao estresse. Além disso, a maioria dos participantes relatou melhorias significativas na qualidade do sono, bem como na redução dos níveis de dor e estresse.

Outro campo de pesquisa se concentrou nos efeitos do aterramento sobre a dor e a resposta imune. Um estudo envolvendo dor muscular de início tardio (DOMS) demonstrou que o aterramento estava associado a uma redução na percepção da dor. Sendo que àqueles que experimentaram o aterramento relataram sentir menos dor e também demonstraram maior tolerância a pressões desconfortáveis, indicando um possível efeito analgésico do aterramento.

Semicondução proteica, aterramento e resposta inflamatória

Destaca-se a formação da barricada inflamatória após uma lesão, possivelmente relacionada aos danos colaterais ao tecido saudável circundante.

Por meio de estudos clássicos, estabelece-se uma base para compreender como o corpo humano se equipa com uma rede de semicondutores de colágeno líquido-cristalino em todo o sistema. Inicialmente, os bioquímicos rejeitaram a ideia de que proteínas estruturais poderiam atuar como semicondutores, mas essa discussão continua em andamento. No entanto, proteínas hidratadas, incluindo o colágeno, demonstraram capacidade de conduzir eletricidade, desafiando a crença anterior de que apenas materiais tradicionais de semicondutores são relevantes para sistemas vivos. Tais descobertas têm implicações cruciais não só na compreensão das respostas biológicas, mas também nas aplicações industriais, como a produção de semicondutores biodegradáveis e flexíveis.

Os efeitos observados do aterramento mostraram mudanças significativas nos marcadores inflamatórios, juntamente com indicadores de dor. Esses resultados sugerem que o aterramento pode desempenhar um papel na resolução mais eficiente do dano tecidual. Ao comparar grupos aterrados e não aterrados, foram reveladas diferenças nos níveis de creatina quinase (CK) e nas proporções inorgânicas de fosfato-fosfocreatina (Pi/PCr), indicativos da taxa metabólica e do dano celular.

Portanto, a relação entre semicondução de proteínas, resposta inflamatória e os benefícios do aterramento é um campo em constante evolução, oferecendo não apenas compreensão adicional dos processos biológicos, mas também potenciais aplicações práticas e terapêuticas.

Prática Clínica

Certamente, a prática de aterramento emerge como uma estratégia de saúde simples, natural e acessível contra a inflamação crônica. Além disso, é possível incorporá-la como um tratamento alternativo viável em seu consultório. Isso porque a matriz viva, conhecida também como regulação do solo ou sistema de matriz de tensegridade tecidual, desempenha um papel fundamental na estrutura do tecido corporal, atuando como um dos nossos principais sistemas de defesa antioxidante.

Dessa forma, é crucial que o profissional explique os princípios da terapia de aterramento, destacando seus benefícios potenciais. Recomendar ao paciente que reserve regularmente um tempo ao ar livre, em contato direto com a superfície terrestre, como caminhar descalço em gramados, areia ou solo natural, torna-se uma ação relevante para a promoção da saúde. É importante salientar que esse tempo de exposição pode variar de 15 a 30 minutos diários, dependendo da tolerância individual.

Em síntese, ao orientar o paciente sobre a prática do aterramento, oferecer informações sobre os benefícios e encorajar a exposição regular à terra, o profissional não apenas fortalece o entendimento do paciente sobre os mecanismos de cura naturais do corpo, mas também promove um estilo de vida saudável e acessível.

Referências Bibliográficas

Sugestão de Leitura: Inflamação

OSCHMAN, James; CHEVALIER, Gaetan; BROWN, Richard. The effects of grounding (earthing) on inflammation, the immune response, wound healing, and prevention and treatment of chronic inflammatory and autoimmune diseases.Journal Of Inflammation Research, [S.L.], p. 83, mar. 2015. Informa UK Limited.

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