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Biomarcadores Cruciais para Avaliar a Saúde e Desempenho do Atleta

Para obter sucesso na prática esportiva, é fundamental ter consciência de diversos fatores que influenciam a alta performance, tais como nutrição, desgaste muscular, capacidade cardiovascular e intolerâncias alimentares do atleta em avaliação. No entanto, tudo isso pode ser rastreado a partir da avaliação de biomarcadores que se correlacionam com a prática esportiva.



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Biomarcadores: Indicadores Essenciais para a Avaliação na Nutrição Esportiva

No contexto da performance esportiva, a glicose assume papel central como substrato energético primordial. Nesse sentido, a utilização de biomarcadores como a glicemia em jejum e a hemoglobina glicada permite monitorar a adequação nutricional da dieta de atletas, tanto a curto como a longo prazo. Além disso, marcadores como proteína total e albumina são empregados para quantificar a ingestão proteica ideal.

Monitorando Alergias Alimentares com Biomarcadores

Intolerâncias alimentares podem desencadear respostas imunológicas mediadas pela imunoglobulina E (IgE), produzida em resposta a componentes específicos de alimentos em indivíduos alérgicos. A IgE provoca respostas imunes rápidas após o consumo de alimentos alergênicos, liberando mediadores pró-inflamatórios através da desgranulação de mastócitos. Portanto, é crucial verificar os níveis de IgE para prevenir reações alérgicas e intolerâncias alimentares.

A Importância dos Biomarcadores na Hidratação do Atleta

A hidratação exerce papel crucial na performance esportiva, já que a desidratação induzida pelo exercício pode comprometer o equilíbrio do líquido extracelular, impactando negativamente o desempenho. Nesse sentido, biomarcadores como a osmolaridade sanguínea e o sódio plasmático são amplamente utilizados para avaliar a hidratação. Embora a arginina vasopressina (AVP) seja um marcador de urina útil, seu custo limita sua aplicação.

Avaliação do Estado Muscular através de Biomarcadores

A saúde e desempenho atlético estão intrinsecamente ligados à qualidade do tecido muscular esquelético. Fatores como força, potência, fadiga e resistência são diretamente influenciados pelo estado muscular e sua capacidade de recuperação. Nesse contexto, biomarcadores sanguíneos como testosterona, cortisol, GH, IGF-1 e LH são frequentemente empregados para avaliar a regulação endócrina, homeostase metabólica, dano muscular e excitabilidade muscular.

Biomarcadores Indicativos de Desempenho em Atividades de Resistência/Cardiovasculares

Na avaliação do desempenho em atividades de resistência, a ênfase recai na quantificação do ferro, um mineral essencial para o transporte de oxigênio e a fosforilação oxidativa, processos cruciais para o metabolismo aeróbico e o desempenho em atividades de resistência. Biomarcadores como ferro sérico, concentração de ferro total, capacidade total de ligação de ferro, saturação de transferrina e ferritina desempenham papel fundamental. Além disso, a hemoglobina é um marcador vital, visto que é responsável pelo transporte de oxigênio nos tecidos.

Biomarcadores Sanguíneos de Inflamação: Um Indicador de Saúde

A inflamação crônica pode resultar de diversas causas, como infecções, doenças autoimunes e problemas cardiovasculares. Quantificar a inflamação é de suma importância para preservar a saúde do atleta. Biomarcadores sanguíneos como IL-1β, TNF-α, IL-6, IL-10, IL-8 e IL-12 indicam atividade pró-inflamatória e são cruciais na avaliação desse estado.

Prática Clínica

Estabelecer valores individuais para esses biomarcadores é essencial; medições repetidas possibilitam aos médicos definir valores de referência personalizados. Com base nesses valores individualizados, que podem variar diariamente ou semanalmente, atletas e profissionais do esporte podem rastrear mudanças crônicas associadas a riscos de lesões, overtraining ou declínio de desempenho.

Referências Bibliográficas

– LEE, Elaine C.; FRAGALA, Maren S.; KAVOURAS, Stavros A.; QUEEN, Robin M.; PRYOR, John Luke; CASA, Douglas J.. Biomarkers in Sports and Exercise: tracking health, performance, and recovery in athletes. Journal Of Strength And Conditioning Research, [S.L.], v. 31, n. 10, p. 2920-2937, out. 2017. http://dx.doi.org/10.1519/jsc.0000000000002122.

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