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Comer Emocional em Adolescentes

A principal diferença é resultante da forma com que a fome aparece no indivíduo. A física, é uma sensação que se inicia lentamente com uma tendência crescente, e o indivíduo está aberto a todos os tipos de alimento para saciá-la, ficando facilmente satisfeito com uma quantidade normal de ingestão de alimentos. No entanto, a emocional aparece como uma urgência incessante, tendência do indivíduo em preferir alimentos hiper palatáveis, na busca de uma sensação abrupta de prazer, fazendo-o comer até se sentir desconfortavelmente satisfeito, sendo que logo após a refeição, existe a presença de culpa.



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Comer Emocional vs. Compulsão Alimentar

O “comer emocional” foi um termo definido por Bruch, em 1964, significando o ato de frequentemente comer, de uma forma excessiva, em resposta a afetos negativos sem especificidade. Não é resultante da dieta ou de uma restrição calórica, e sim de uma consciência deficitária, como uma confusão de estados internos de humor. Nestes casos, de acordo com a Psicologia, o paciente se utiliza da estratégia de supressão (evitar o stress por distração), como intuito de regulação emocional, podendo se tornar um hábito. Enquanto isso, a compulsão alimentar é definida pelo consumo de uma quantidade de alimentos e calorias significativamente maior do que qualquer outro indivíduo conseguiria comer, nas mesmas condições, em um curto intervalo de tempo, com sensação posterior de perda de controle, nojo e culpa. Nesses episódios, o indivíduo não busca necessariamente alimentos hiper palatáveis, ou seja, não existe um direcionamento na busca de um único tipo de alimento.

Como o Comer Emocional Aparece em Adolescentes?

O comer emocional é sugerido como um possível resultado de práticas parentais que podem prejudicar o desenvolvimento psicológico da criança e do adolescente. Essas práticas resultam em uma supressão emocional, estratégia já citada anteriormente, que está positivamente correlacionada com o surgimento desta condição. Estudos demonstraram que um maior apoio materno esteve relacionado a um menor comer emocional em adolescentes e jovens, enquanto um controle mais rígido do indivíduo, demonstrou um maior comer emocional no mesmo público. Além disso, questões genéticas também podem estar positivamente relacionadas com essa aparição, por polimorfismos de transportadores de serotonina, uma vez que níveis mais baixos desse hormônio estão relacionados a um aumento de apetite.

Prática Clínica

É de suma importância que ao existir o relato desses sintomas pelo paciente, exista a busca de tratamento por meio de uma equipe multidisciplinar, visto que é um comportamento de risco para transtornos alimentares. Juntamente com um psicoterapeuta, que será capaz de adaptar novamente o paciente a sentir emoções que são desagradáveis para ele, criando resposta adaptativas à esse processo, o nutricionista pode também contribuir com percepções relacionadas à alimentação, utilizando técnicas como mindfulness, regulação de emoções, e tolerância ao sofrimento, em uma terapia comportamental dialética em grupo, afetando diretamente em seu estilo de vida.

Referências Bibliográficas

Van Strien T. (2018). Causes of Emotional Eating and Matched Treatment of Obesity. Current diabetes reports, 18(6), 35.

Snoek, H. M., Engels, R. C., Janssens, J. M., & van Strien, T. (2007). Parental behaviour and adolescents’ emotional eating. Appetite, 49(1), 223–230.

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