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Como minimizar os efeitos colaterais da quimioterapia?

Em sua palestra no Workshop de Nutrição Oncológica, a nutricionista  Nádia Gruezo abordou o tema “Como minimizar os efeitos colaterais da quimioterapia”.

Ao se falar de nutrição oncológica, fala-se de prevenção, diagnóstico, tratamento, controle e sobrevivência, sendo necessário a combinação com um tratamento multidisciplinar, com protocolos baseados em evidência científica. Atualmente, cerca de 50% dos pacientes oncológicos estão desnutridos e 40% das mortes são atribuídas à desnutrição.

Como existem diversos tipos de câncer, as abordagens nutricionais são diferenciadas de acordo com cada tipo. Porém, os pacientes não apresentam prioridades, devendo ser tratados de acordo com a sua individualidade. Para isso, é necessário realizar uma anamnese adequada.



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Anamnese e Alterações Metabólicas em Pacientes de Quimioterapia

Por meio da anamnese, é viável identificar sintomas como anorexia, vômito, mucosite, dor, obstrução do trato gastrointestinal (TGI), ansiedade e outros, antes e durante o tratamento. Esses sintomas podem resultar em má nutrição em pacientes com câncer, resultando em redução da qualidade de vida, aumento da morbidade e mortalidade, bem como diminuição da eficácia do tratamento. 

De acordo com as recomendações da BRASPEN, as alterações metabólicas relacionadas com o câncer, a localização do tumor e o tratamento oncológico podem levar à desnutrição. Além disso, a frequência e a gravidade da desnutrição estão relacionadas com o estágio do tumor. Portanto, é fundamental que o paciente conte com um suporte interdisciplinar. 

Prática Clínica

Assim, conclui-se que o nutricionista deve seguir uma sequência de passos, denominada “roadmap do cuidado nutricional”, com o intuito de melhorar a qualidade de vida do paciente.

  1. Escutar o paciente oncológico: compreender o tratamento, expectativas, identificar riscos nutricionais e abordar questões psicológicas e sociais.

  2. Considerar a individualidade alimentar: realizar uma avaliação dietética abrangente, identificando influências adicionais, como disfagia, mucosite, aversões alimentares e estado imunológico.

  3. Efetuar o diagnóstico nutricional: realizar uma avaliação e análise detalhada do estado nutricional e perfil dietético, estabelecendo um diagnóstico.

  4. Elaborar um plano nutricional e realizar intervenções: selecionar terapias nutricionais embasadas em evidências científicas.

  5. Monitorar e reabilitar o estado nutricional: avaliar se o paciente alcançou a reabilitação nutricional e continuar acompanhando os sobreviventes.

Matéria elaborada pela colunista Julia Lauman, com base na palestra da nutricionista Nádia Gruezo.

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