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Como utilizar a psiquiatria nutricional na prática clínica?

As desordens mentais como a ansiedade e a depressão, são cada vez mais comuns no cenário mundial representando um crescente fardo para a saúde coletiva. Nesse sentido, as perturbações mentais, atualmente, recebem inúmeras frentes de tratamento, sendo a psiquiatria nutricional um braço importante para o cuidado, prevenção e tratamento de tais condições. Veja agora como a psiquiatria nutricional pode  ser aplicada na prática clínica. 



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Doenças mentais e psiquiatria

Inicialmente, as doenças mentais que desencadeiam episódios de perturbações, são condições incapacitantes, que afetam uma parcela da população. Nesse sentido, a intervenção farmacêutica é quase sempre a primeira linha de tratamento, sendo prescritas diversas classes de antidepressivos. Além disso, em conjunto, a psicoterapia entra como uma peça fundamental no tratamento de doenças como o transtorno depressivo e também da ansiedade

Influência da psiquiatria nutricional

Além disso, nos últimos anos, a influência do padrão alimentar desses indivíduos vem sendo estudado de maneira mais aprofundada. Assim, a psiquiatria nutricional surge para compreender a interação dos padrões alimentares com a mente.  Nesse sentido, é crescente o número de evidências que sugerem que o tipo de dieta, e principalmente a qualidade desta, podem ser um fator de risco modificável para doenças mentais. Logo, sugere-se que os mecanismos neurobiológicos podem ser modulados pela dieta, a partir do uso de intervenções dietéticas específicas  e nutracêuticas.

Dieta como fator de risco modificável

Dessa forma, como um fator de risco modificável, a alimentação com a alta ingestão de vegetais, frutas, grãos integrais, nozes, sementes e peixe, com limitação de alimentos processados, exercem efeito protetor na mente. Pelo contrário, alimentos processados ricos em sódio, gordura e açúcar na fase adulta estão associados de maneira positiva ao aumento das perturbações mentais. Logo, o papel que o nutricionista exerce na saúde dos pacientes, vai além dos quesitos estéticos, sendo responsável por melhorar a qualidade de vida e a saúde mental dos seus pacientes.

Prática clínica

Assim, de maneira prática, compostos que estão relacionados à melhora da saúde mental, além do padrão alimentar saudável como um todo são: os  ácidos graxos n-3 na depressão e N-acetilcisteína (NAC). No mais, controlar a inflamação e o estresse oxidativo por meio de estratégias nutricionais antioxidantes como a suplementação de vitamina E, vitamina C, coenzima Q10 e glutationa pode auxiliar na prática clínica. 

Referências

MARX, Wolfgang; MOSELEY, Genevieve; BERK, Michael; JACKA, Felice. Nutritional psychiatry: the present state of the evidence. Proceedings Of The Nutrition Society, [S.L.], v. 76, n. 4, p. 427-436, 25 set. 2017. Cambridge University Press (CUP).

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