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Conheça o estudo científico feito ao protocolo 5R


O protocolo 5R consiste em uma estratégia nutricional com o objetivo de equilibrar o trato gastrointestinal, através de cinco ações principais (remover, recolocar, reparar, reinocular e aliviar) de forma individualizada, porém não obrigatoriamente sequencial. Inicialmente, os 3 primeiros Rs devem ser o foco principal no tratamento, nos quais se relacionam diretamente com a dieta do indivíduo e a sua saúde intestinal.


Com o objetivo de avaliar o funcionamento desta abordagem na prática e os desfechos do protocolo 5R na microbiota intestinal, foi realizado um estudo científico. A pesquisa foi realizada em uma paciente, do sexo feminino, de 42 anos, com diagnóstico de Síndrome do Intestino Irritável que apresentava episódios diarreicos intercalados com períodos de constipação.


Durante a etapa da seleção para o estudo de caso, a voluntária apresentava cerca de três episódios diários de diarreia (com fezes tipo 6 ou 7 na escala de Bristol) e eventualmente alguns episódios de constipação com fezes mais ressecadas.


Foram realizados testes na paciente em questão, para análise do quadro clínico e nutricional, o primeiro teste a ser realizado foi o teste de hidrogênio expirado e dosagem de calprotectina fecal para exclusão de Síndrome do Supercrescimento Bacteriano (SIBO), essa condição pode interferir diretamente na aplicação do protocolo, por isso, é importante verificar. Com o resultado negativo, a paciente realizou um teste genético de avaliação da microbiota intestinal com o objetivo de identificar as principais características (quantidade e espécies) da sua microbiota. Para avaliação dos sintomas gastrintestinais foi utilizado o teste Gastrointestinal Symptom Rating Scale.


No início do estudo a paciente totalizou 60 pontos, sendo os sintomas com maior pontuação: eructação, flatulência, dor abdominal, diarreia com urgência evacuatória e sensação de esvaziamento incompleto.


Nesse estudo de caso, a conduta adotada consistiu de uma orientação nutricional individualizada, considerando todos os sintomas apresentados, seguindo uma dieta Low-FODMAP (oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis) associada à suplementação de prebióticos, probióticos e enzimas digestivas durante 90 dias.


A intervenção dietética consistia da inclusão de:

- 3 porções de frutas;

- 3 porções de verduras e legumes;

- Ervas e temperos frescos;

- Chás de acordo com a aceitação e sintomatologia do paciente;

- 10g/dia de farelo de aveia ou farinha de banana verde;

- Hidratação adequada, com ingestão média de 35ml/kg peso;

- Rodiziar os tipos de proteína animal (frango, carne, peixe e ovo)

Além disso, exclusão dos seguintes fatores dietéticos:

- Alimentos com potencial alergênico ;

- Embutidos;

- Evitar sucos de frutas, com exceção de suco de limão e de maracujá;

- Evitar cerveja, espumante e whisky (máximo de consumo de álcool: 1 a 2 taças de vinho por semana);

- Reduzir 50% no consumo inicial de café.


Após 90 dias de intervenção, foi possível observar uma melhora significativa nos sintomas inicialmente apresentados, além disso, houve um aumento no índice de diversidade da microbiota.

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