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Consumo de Ultraprocessados e Depressão: Qual a relação?

A depressão que é considerada o mal do século, consiste em uma desordem mental comum em todo o mundo, visto que atinge cerca de 14,4% da população, sendo majoritariamente diagnosticada em mulheres. Além disso, dados epidemiológicos apontam que só até o ano de 2020 a prevalência de depressão aumentou em quase 24% quando comparado aos anos de 2007-2008. Dessa forma, entender as causas que levam até o desenvolvimento desse transtorno, é fundamental e uma das possíveis causas está relacionada ao maior consumo de alimentos ultraprocessados. Leia para saber mais sobre o tema.  



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Fatores de Risco Relacionados a Nutrição na Depressão

Dentro do que são considerados fatores de risco modificáveis, a intervenção dietética é pilar fundamental na redução do risco de desenvolvimento da depressão. Nesse sentido, no cenário globalizado e os avanços tecnológicos na produção de alimentos, cujo prazo de validade é extenso e as embalagens em sua maioria são ou contém plásticos, influenciam em diversas desordens metabólicas. Assim, a alta ingestão de planetas ultraprocessados está comprovadamente associada à patogênese da demência, obesidade, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e também do diabetes, além dos impactos cognitivos comportamentais.

Relação da Composição de Ultraprocessados e Depressão

Algumas evidências suportam a teoria de que os ultraprocessados afetam o estado psicológico do indivíduo. Além disso, não apenas nos aspectos nutricionais de macro e micronutrientes, mas também, o uso de aditivos químicos se correlaciona com vias biológicas para a ampliação das desordens psíquicas. Cabe ressaltar, que dentro da composição desse tipo de alimentos, nutrientes como o sódio estão em excesso, muitas vezes a fim de melhorar o sabor e também conservar os alimentos. 

Sódio Intrínseco aos Ultraprocessados

O consumo em grande escala de sódio dietético que está presente nos alimentos ultraprocessados, se relaciona com o desenvolvimento de hipertensão arterial, a qual constitui um outro problema grave de saúde. Portanto, em pacientes com transtorno depressivo, a ingestão de alimentos ultraprocessados deve ser ao máximo desestimulada, priorizando, como base da alimentação, os alimentos naturais e minimamente processados, assim como recomenda o Guia Alimentar para a População Brasileira. 

Prática Clínica

Assim, o tratamento nutricional atua de forma a contribuir para a melhora dos sintomas depressivos. Dessa maneira, o primeiro passo no tratamento é a redução do consumo exacerbado de ultraprocessados diariamente. Além disso, o nutricionista pode lançar mão de estratégias alimentares anti inflamatórias como por exemplo a dieta mediterrânea e/ou plant based. Por fim, os ajustes de sono, horário das refeições e de prática de exercício físico são fundamentais para o controle da depressão e o sucesso no tratamento. 

Referências Bibliográficas

Artigo: A ingestão de alimentos ultraprocessados ​​está associada à depressão  Lee S, Choi M. A ingestão de alimentos ultraprocessados ​​está associada à depressão na população em geral: Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição da Coreia. Nutrientes . 2023; 15(9):2169. https://doi.org/10.3390/nu15092169

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