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Creatina: Da Sarcopenia a Diabetes

Estudos envolvendo a creatina sugerem uma extensa lista quanto às suas aplicabilidades terapêuticas. Ressalta-se os benefícios da sua suplementação em diferentes processos fisiológicos bem como sua atuação nas mais diversas populações como, por exemplo, idosos. Considerando que, atualmente, essa é uma população que apresenta índices elevados de sarcopenia e diabetes, estudos elucidam os mecanismos pelos quais a suplementação de creatina torna-se uma forte aliada na clínica.



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Creatina e Sarcopenia


A perda de massa muscular começa a partir dos quarenta anos de idade e tende a se agravar a partir dos sessenta. Sendo assim, o indivíduo que recebe um tratamento e cuidado precoce para a sarcopenia, chega na terceira idade com uma saúde muscular mais adequada e resistente aos desdobramentos fisiológicos da idade.


No entanto, somente a suplementação de creatina como estratégia para minimizar os impactos da sarcopenia em idosos não basta, uma vez que, um estudo comparou quatro grupos de adultos maduros com idade superior a cinquenta anos sendo eles: um que suplementava creatina, outro tomava placebo, outro suplementava creatina e treinava e outro que tomava placebo e treinava.


Os resultados indicaram que o único grupo que teve significância de aumento de massa muscular foi o que combinou suplementação com exercícios. Por isso, cabe também ao nutricionista, também, indicar acompanhamento com educador físico. 


Diabetes e Creatina


Quando a insulina se liga aos seus receptores e promove uma cascata de reações na célula, espera-se uma correta translocação de GLUT4, responsável por captar e transportar glicose para o meio intracelular. Mecanismo que, em pessoas com diabetes tipo 2, se mostra altamente prejudicado. Nesse contexto, a suplementação de creatina pode auxiliar visto que induz o aumento de GLUT4 no organismo. Mas, como fazer com que o GLUT4 vá para a membrana e ela abra as células para receberem a glicose?


É justamente nesse ponto que o AMPK deve agir, pois tem o papel de “empurrar” o GLUT4 para cima para receber a glicose. Dessa forma, a suplementação de creatina apresenta ótimos resultados nessa demanda. Benefícios comprovados em estudos que analisaram grupos de diabéticos que suplementam creatina versus diabéticos que não suplementam creatina, sendo que o primeiro grupo teve resultados de diminuição da hemoglobina glicada de 7,5 para 6,2. 


Prática Clínica 


O nutricionista pode utilizar de três protocolos para prescrição de creatina, sendo que todos visam o efeito de carregamento: 20g de creatina nos primeiros 5-7 dias, 3g de creatina por 20 dias ou 3-5g de creatina por 21 dias. 


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Sugestão de estudo: Creatina




Assista ao vídeo do Nutricionista Pedro Perim na plataforma Science Play – Suplementação de creatina: do músculo ao cérebro, do coração ao intestino, do esporte a saúde


Referências Bibliográficas


WALLIMANN, Theo; HALL, Caroline; COLGAN, Sean; GLOVER, Louise. Creatine Supplementation for Patients with Inflammatory Bowel Diseases: a scientific rationale for a clinical trial. Nutrients, [S.L.], v. 13, n. 5, p. 1429, 23 abr. 2021. MDPI AG.

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