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  • Foto do escritorKcal da Science Play

Deficiência de Ferro e Depressão: Qual a relação?

A depressão é uma patologia psiquiátrica, na qual a principal mudança se dá no humor, causando um sentimento deprimido ou apatia. Geralmente, ela é acompanhada também por sintomas considerados secundários, como alterações nas atividades físicas e no apetite, além de sentimentos de culpa e fracasso.

Por outro lado, o ferro é um mineral essencial para o corpo humano, sendo vital para a síntese de DNA e para o transporte de gases pela hemoglobina. Ainda, ele é um fator fundamental na produção de colágeno e elastina, além de compor a mioglobina, promovendo a fixação de oxigênio nas fibras musculares. No entanto, pesquisas recentes também têm explorado a influência do ferro no cérebro e seu impacto nas funções cognitivas e emocionais.

Sendo assim, a relação entre a deficiência de ferro e depressão tem se revelado uma área de interesse na interseção da saúde física e mental. Enquanto tradicionalmente associada à anemia e à fadiga crônica, a deficiência de ferro também tem sido apontada como um possível fator contribuinte para o desenvolvimento e agravamento dos sintomas depressivos em algumas pessoas.



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Associação entre Ferro e Depressão

De acordo com o estudo “Association between iron-deficiency anemia and depression: A web-based Japanese investigation”, a prevalência de anemia é maior em pacientes com distúrbios psiquiátricos, incluindo depressão, do que na população geral. Além disso, a deficiência nutricional está associada com a gravidade dos sintomas da depressão.

Dito isso, a falta de ferro pode afetar a produção de neurotransmissores como a dopamina e a serotonina, que desempenham papéis fundamentais na regulação do humor. Também, a depressão gera um maior quadro de inflamação, a qual, por consequência, pode estar associada à deficiência de ferro.

Ciclo entre Anemia e Depressão

Vale ressaltar que a relação entre deficiência de ferro e depressão não é uma via de mão única. Assim como a anemia pode agravar os sintomas da depressão, a depressão pode acentuar a falta de ferro. Isso ocorre, porque o paciente com depressão têm alterações nos hábitos alimentares, levando a uma ingestão inadequada de nutrientes.

No entanto, embora exista uma correlação entre esses dois estados, é fundamental entender que nem todas as pessoas com deficiência de ferro desenvolvem depressão, e nem todas as pessoas com depressão têm deficiência de ferro. A saúde mental é influenciada por uma variedade de fatores, incluindo genética, história pessoal, ambiente e mais.

Prática Clínica

A prática do nutricionista em relação à deficiência de ferro e depressão é fundamental para abordar essa complexa interação entre saúde física e mental. Primeiramente, é fundamental realizar uma anamnese detalhada, focando nos hábitos alimentares do paciente para verificar possíveis deficiências nutricionais.

Além disso, o profissional deve recomendar alimentos ricos em ferro, principalmente para mulheres de idade fértil, que são vulneráveis ao esgotamento de fatores nutricionais, incluindo o ferro. Como exemplo desses alimentos, tem-se carnes magras, peixes, feijão, leguminosas e vegetais verde escuros. Vale ressaltar que para melhorar a biodisponibilidade do ferro, é importante consumir fontes de vitamina C junto da refeição.

Referências Bibliográficas

Assista também ao vídeo na Science Play: Deficiência de Ferro

Artigo: HIDESE, Shinsuke; SAITO, Kenji; ASANO, Shinya; KUNUGI, Hiroshi. Association between iron-deficiency anemia and depression: a web-based japanese investigation. Psychiatry And Clinical Neurosciences, [S.L.], v. 72, n. 7, p. 513-521, 9 maio 2018. Wiley. http://dx.doi.org/10.1111/pcn.12656.

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