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Depressão: O que não pode faltar na dieta?

A depressão é classificada como um dos transtornos mentais mais comuns no mundo e estudos sugerem que a dieta e os hábitos alimentares podem estar indiretamente relacionados ao risco de início, gravidade e duração da depressão.



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Fisiopatologia da Depressão

Uma das hipóteses mais comuns sobre a fisiopatologia da depressão sugere que existe uma ligação entre a depressão e os baixos níveis de neurotransmissores, como serotonina, dopamina e norepinefrina. Entretanto, a síntese e a liberação desses neurotransmissores dependem de vários fatores, incluindo a presença de nutrientes na dieta. 

Importância dos Macronutrientes na Depressão

Proteína: O tipo e a quantidade de proteína dietética consumida desempenham um papel importante na fisiopatologia dos transtornos depressivos, pois a proteína serve como uma fonte crucial de aminoácidos que servem como precursores de neurotransmissores no cérebro.

Gordura: É importante analisar a qualidade da gordura consumida, pois uma dieta rica em ácidos graxos saturados, ácidos graxos trans, pode aumentar o risco de depressão, enquanto uma dieta rica em ácidos graxos monoinsaturados e poliinsaturados pode reduzir o risco de depressão. 

Além disso, a suplementação com ômega-3 tem o potencial favorável ​​na prevenção e tratamento de transtornos depressivos.

Carboidrato: O cérebro usa carboidratos como principal fonte de energia, bem como componentes estruturais e funcionais. Podendo modular o humor e a função cerebral, afetando os níveis de neurotransmissores. 

Além disso, uma dieta baseada em carboidratos com baixo índice glicêmico pode efetivamente reduzir o risco de depressão.

Fibras: Com base nos achados da meta-análise, cada aumento de 5 g na ingestão total de fibras alimentares está associado a uma redução de 5% no risco de depressão.

Importância do Consumo de Água, Vitaminas e Minerais na Depressão

Água: A água representa 75% da massa cerebral e a desidratação pode afetar a função do sistema nervoso. De acordo com estudos, a raiva, a confusão, a depressão e a fadiga aumentam com a desidratação em ≥1%.

Vitaminas do Grupo B: Essas vitaminas são essenciais para manter o funcionamento normal do sistema nervoso. Em particular, deficiências de vitaminas B1, B6, B9 e B12, têm sido associadas à depressão. Além disso, baixos níveis de vitamina B9 e B12 têm sido associados a uma pior resposta aos antidepressivos.

Vitamina D: Estudo mostrou que o risco de depressão aumenta de 8 a 14% em pessoas com deficiência de vitamina D. Além disso, a vitamina D é eficaz na prevenção da depressão, mantendo os níveis de serotonina em níveis ideais e regulando os níveis de dopamina e norepinefrina no cérebro.

Minerais: magnésio, zinco, ferro, cobre e selênio, foram identificados como fundamentais na regulação da função celular e neuromodulação, bem como na atividade antioxidante. 

Prática Clinica 

Em resumo, com base nas evidências científicas disponíveis, uma dieta que apoie a saúde mental deve consistir principalmente em vegetais, frutas, grãos integrais, fontes de proteína vegetal, legumes, nozes, peixe, laticínios com baixo teor de gordura, limitando a ingestão de alimentos simples açúcares e alimentos altamente processados. 

As fontes alimentares indicadas contêm vitaminas, minerais, triptofano, fibras, antioxidantes e gorduras de boa qualidade, que podem beneficiar a saúde mental, reduzindo o estresse oxidativo, a inflamação e fornecendo nutrientes essenciais para o cérebro. 

No entanto, é importante lembrar que a dieta em si não é o único fator que influencia o risco ou ajuda a tratar a depressão. Existem muitos outros aspectos, como atividade física, sono, controle do estresse e suporte social, que também desempenham um papel importante na manutenção da saúde mental. 

Referências Bibliográficas 

Zielińska M, Łuszczki E, Dereń K. Dietary Nutrient Deficiencies and Risk of Depression (Review Article 2018–2023). Nutrients. 2023; 15(11):2433.

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