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Diabetes afeta a massa muscular?

A diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma patologia crônica, caracterizada pela resistência periférica à insulina em tecidos como músculo esquelético, tecido adiposo e fígado. Se desenvolve quando as células β pancreáticas falham em compensar essa resistência periférica.  A resistência à insulina é associada a outras patologias, podendo estar relacionada a obesidade, doenças cardiovasculares, doença hepática gordurosa não alcoólica, síndrome metabólica e síndrome do ovário policístico. Mas será que a diabetes afeta a massa muscular?



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Como a diabetes afeta a massa muscular?

A perda de massa muscular decorre do equilíbrio negativo entre a taxa de síntese e degradação proteica. Em um indivíduo com diabetes, uma série de reações proteolíticas (reações que quebram proteína) aumentam devido à resistência à insulina, agravando a taxa de degradação do muscular. 

Por muitas vezes, a insulina é somente relacionada com o transporte de glicose plasmática para o músculo esquelético e fígado. Contudo, esse hormônio desempenha diversas funções, como regulação no metabolismo proteico, diminuindo a taxa de degradação proteica. A insulina também realiza o transporte de aminoácidos (do chamado pool de aminoácidos, no sangue) para outros tecidos, como o próprio músculo esquelético.

Além de todos os papéis citados acima, a insulina tem um importante função na síntese proteica. A insulina estimula o IGF-1 (fator de crescimento dependente de insulina), o IGF-1 tem papel vital na ativação da via da mTOR (regulador positivo de síntese proteica e hipertrofia muscular). Ademais, o IGF-1 inibe vias que catabolizam proteínas.

Conforme exposto, a resistência à insulina pode alterar o metabolismo proteico, atenuando a síntese de proteína e otimizando a degradação de proteínas, tornando mais propícia a perda de massa muscular.

Prática Clínica

O exercício físico tem sido relatado como uma ferramenta não farmacológica para o tratamento de diabete mellitus 2, evidências sugerem a combinação do exercício aeróbico com o treinamento resistido. Exercícios aeróbicos melhoram a sensibilidade à insulina por conta da biogênese mitocondrial, e o treino resistido parece otimizar a captação de glicose muscular, devido ao aumento da translocação de Glut-4 por influência da adrenalina.

Além disso, o treino resistido aumenta a ativação da mTOR. A mTOR é a principal via de sinalização pela qual o treino estimula a hipertrofia muscular e a síntese de proteínas. Os estímulos mecânicos, como o treino resistido, têm o potencial de ativar o complexo de mTOR muscular 1 (mTORC1).

Com isso, o exercício físico parece ser um ótimo aliado no tratamento de diabetes mellitus do tipo 2. Tanto para o controle glicêmico, assim como para evitar a perda de massa muscular.

Referências:

PERRY, Ben D. et al. Muscle atrophy in patients with Type 2 Diabetes Mellitus: roles of inflammatory pathways, physical activity and exercise. Exercise immunology review, v. 22, p. 94, 2016. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26859514/.

NEWSHOLME, E. A.; DIMITRIADIS, G. Integration of biochemical and physiologic effects of insulin on glucose metabolism. Experimental and Clinical Endocrinology & Diabetes, v. 109, n. Suppl 2, p. S122-S134, 2001. Disponível em: https://doi.org/10.1055/s-2001-18575.

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